Mulheres dão show de equilíbrio
As amazonas que estão competindo na categoria três tambores (exclusiva para mulheres), durante a final do Campeonato Nacional de Rodeio Completo, têm sido uma atração à parte na Exposição. Além de belas, elas dão um show de velocidade e equilíbrio sobre suas éguas quarto-de-milha. E a exemplo dos cowboys, são movidas pela paixão pelo esporte.
‘‘O que mais atrai é a convivência com os animais, o clima que existe em torno dos rodeios. Não pretendo deixar de montar nunca, só se eu ficar muito velhinha’’, brinca Nathalie De Jonghe, 20 anos, que até ontem estava em 4º lugar na categoria. Ela conta que começou a montar aos quatro anos de idade, por incentivo da família – a mãe já deu aulas de hipismo rural. Morando atualmente em Paulo de Faria (interior de São Paulo), ela treina três horas por dia e pensa em montar um centro de treinamento com o noivo, o tropeiro Tião Procópio.
Nathalie diz que entre as pessoas do meio nunca enfrentou preconceito por ser mulher, mas lembra que o próprio comentarista, na hora em que elas estão montando, usa a expressão ‘‘sexo frágil feminino’’. Falando com naturalidade dos perigos que a atividade oferece, a amazona revela que já sentiu muito medo. ‘‘Hoje em dia é mais uma emoção forte, e uma grande preocupação de não fazer nada errado.’’
Outra estrela da arena tem sido Aline Lima, de 16 anos, filha do cantor Chitãozinho. Ela começou a montar há dois anos, e ontem era a segunda colocada da categoria. ‘‘Consegui melhorar minha performance nos últimos meses, depois que comprei uma égua nova’’, contou.
Aline, que poucas vezes pôde contar com a presença do pai na platéia, admite que o assédio por parte do público é grande. Ela terminou recentemente o namoro de três anos com um laçador, e acha que encontrar um companheiro no meio ajuda bastante. ‘‘A gente não pára um fim de semana em casa. Fica complicado namorar alguém de fora.’’ (S. L.)

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