Um grupo de mulheres montou em Umuarama uma fábrica de roupas em sistema de cooperativa. Inaugurada semana passada, a Cooperativa de Trabalho das Costureiras de Umuarama (Costurama) começou com 31 costureiras produzindo cerca de 800 peças por dia. Mais 30 mulheres começam a aprender a costurar este mês para criar mais um turno de trabalho na fábrica, o que deverá dobrar a produção. O projeto foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Indústria e Comércio. O município também financiou a compra das 23 máquinas de costura, num total de R$ 35 mil, para iniciar a fábrica. As próprias cooperadas administrarão o negócio e dividirão os lucros.
Pedro Tadeu de OliveiraAparecida Dutra de Souza, presidente da cooperativa: confianteA maioria das cooperadas nunca tinha costurado, exercia outra profissão ou não trabalhava. Margaret Rosa, por exemplo, conta que era vendedora, mas teve que deixar o emprego quando ficou grávida. Entrou para a cooperativa como aprendiz e acha que o negócio tem futuro. ‘‘Nunca tinha mexido com costura antes e ainda estou aprendendo, mas o serviço não é difícil’’, afirma. A presidente da Costurama, Aparecida Dutra de Souza Silva, diz que o pessoal ainda está em fase de treinamento. ‘‘Estou confiante que daqui 30 ou 40 dias já estaremos trabalhando em ritmo normal’’.
Idealizadora da fábrica cooperativa, Aparecida via na idéia a chance de várias mulheres ingressarem no mercado de trabalho das confecções e ter seu próprio negócio. Cheia de planos, foi à prefeitura em busca de apoio. O prefeito Fernando Scanavaca (PPB) se entusiasmou com o projeto e acabou ajudando as costureiras em tudo. A Secretaria de Indústria e Comércio ajudou a elaborar o estatuto, financiou as máquinas e cedeu o salão no Parque Industrial 2.
Para Scanavaca, a fábrica cooperativa é ótima porque além de gerar empregos, funcionará como escola de costura, ajudando outras pessoas a ingressar no mercado. ‘‘Como as próprias trabalhadoras são donas do negócio, acredito que todas vão se empenhar para ter sucesso’’.
A Costurama vai prestar serviços para indústrias de jeans em regime de facção. Receberão as peças cortadas para costurar e dar acabamento. ‘‘Vamos trabalhar para fechar muitos contratos e ampliar a fábrica e o número de cooperados’’, planeja a presidente da Costurama. Mais de 150 trabalhadores, homens e mulheres, já estão na lista de espera para se filiar à cooperativa de costura.

mockup