Alertar a população feminina sobre a importância de fazer a mamografia - exame que identifica o câncer de mama em estágios ainda iniciais - foi o objetivo da corrida promovida ontem pela Associação Médica de Londrina (AML) e Sociedade Brasileira de Mastologia. Aberta apenas às mulheres, a atividade reuniu aproximadamente 40 corredadoras que levantaram cedo no domingo para chamar a atenção para a doença que, nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, faz 57 vítimas para cada 100 mil mulheres.
Márcia Peres, educadora física, treinadora do Departamento de Esportes da AML e coordenadora do Clube de Corrida mantido pela entidade, contou que a associação já promoveu uma corrida para conscientizar sobre o câncer de próstata e deve continuar incentivando as competições em nome da prevenção de doenças. ''É uma tendência observada nos grandes centros'', justificou.
As competidoras receberam kits com camiseta, boné, garrafas de água cor de rosa e bolsa ecológica. Integrantes do Fotoclube de Londrina fizeram fotos das corredoras que cruzavam a linha de chegada.
A primeira a completar o percurso de oito quilômetros - com saída em frente à AML - foi a atleta profissional Cleusa Maria Irineu, que participou para incentivar a corrida feminina. ''É muito importante chamar a atenção para o câncer de mama. A própria prática esportiva já é uma prevenção'', considerou.
A arquiteta Cláudia Gracioli também completou o percurso e comemorou o fato de vencer o desafio proposto pela organização. Integrante do Clube da Corrida há dois anos, ela conta que a vida mudou depois que passou a treinar. ''Meu humor melhorou, assim como o sono e o relacionamento com as outras pessoas. Recomendo a prática da corrida a todos'', disse.
Aos 69 anos, Harue Oyamata foi uma das primeiras a chegar ao fim da corrida. Adepta da prática de atividades físicas e de hábitos saudáveis de vida, ela começou a correr faz dois anos, com um treinador que a acompanha no Zerão. ''Sempre tive vontade de correr, mas não tinha tido oportunidade. Minha vida está mais alegre'', acredita.
Apesar de não serem corredoras, a ginecologista e homeopata Magda Garcia Lopes Paiva e a mastologista Beatriz Daou Verenhitach completaram o percurso alternando caminhadas com corrida para chamar atenção à causa. De acordo com Beatriz, a melhor maneira de combater o câncer de mama é realizar periodicamente a mamografia, a partir dos 35 anos de idade.
''Esse é o exame que identifica o câncer no estágio mais precoce. Por isso é importante fazer visitas periódicas ao médico'', garantiu, lembrando que a amamentação, a prática de atividades físicas, o não tabagismo e a baixa ingestão de álcool são medidas recomendadas para prevenir a doença.
Magda lembrou que além dos bons hábitos, a redução do estresse, a realização de atividades prazerosas e a promoção da boa saúde mental também colaboram para diminuir a incidência do câncer.

mockup