Mulheres bebem cada vez mais
O aumento do alcoolismo entre as mulheres, principalmente jovens, tem aparecido principalmente nas estatísticas de acidentes de trânsito. A presença feminina nas estatísticas de mortes no trânsito no Brasil cresce há cinco anos, mesmo período em que se observa o aumento de problemas com álcool entre elas. ''A quantidade de álcool ingerida por mulheres aumenta muito e em idades cada vez mais precoces'', diz o médico Sérgio Duailibi, da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para ele, o envolvimento feminino em acidentes é uma tendência.
Apesar do índice de mulheres em acidentes de trânsito fatais ser menor do que de homens, em números absolutos, desde 2001 a quantidade de vítimas do sexo feminino aumenta em proporção maior do que as do masculino. Em 2001, 25.335 homens morreram no trânsito e, em 2005, foram 29.798 - aumento de 17,6%. Já entre as mulheres, o salto foi de 19,8% no mesmo período, passando de 5.682 para 6.805 vítimas fatais.
Quando o assunto é cerveja, desigualdade entre homens e mulheres é coisa do passado. Levantamento da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), divulgado em 2006, mostrou que 73% dos entrevistados, tanto homens quanto mulheres, haviam consumido grande quantidade da bebida em pouco espaço de tempo no último ano.
A pesquisa também mostrou que as mulheres superam os homens quando a bebida em questão é o vinho: 19% delas já haviam tomado um ''porre'', contra apenas 9% deles. Os homens mantêm o posto de beberrões absolutos apenas com os destilados. No período analisado, 17% deles exageraram na bebida contra 4% delas. Foram entrevistadas 3 mil pessoas.
(Laura Diniz e Adriana Carranca, Agência Estado)





