Mulheres aprendem a assentar azulejos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de outubro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
De cada cem trabalhadores da construção, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Curitiba e Região Metropolitana (Sintracon) registra três mulheres. Apesar da baixa participação no segmento, elas são consideradas mais eficientes em algumas áreas específicas da obra.
De acordo com o diretor executivo da Associação dos Comerciantes de Material de Construção (Acomac), Júlio João Pereira, uma mulher que trabalha na área de acabamento pode resultar em um serviço mais cuidadoso ou menos oneroso. Ontem, a Acomac, em conjunto com o Cimento Rio Branco e o Centro de Convivência Menina Mulher, iniciaram um curso para a formação de 16 assentadoras de azulejos.
A mulher é mais detalhista, delicada e cuidadosa quando trabalha, avaliou a engenheira Christiane Mainardes, do setor de Geração de Mercados da Votoran. Além disso, no setor de acabamento não basta só executar a obra, é preciso também criatividade, dom estético e uma boa dose de precisão, afirmou.
Para Júlio Pereira, da Acomac, os lojistas resolveram estimular a formação de mulheres para qualificar melhor o mercado. Hoje é raro encontrar um profissional na área de acabamento, afirmou. Para também beneficiar jovens em situação de risco, a Acomac e as outra entidades escolheram o Centro de Convivência Menina Mulher. Sou competente e sei que vou conseguir uma vaga no mercado depois desse curso, afirmou D.C.D, 16 anos. No entanto, o Sintracon informa que há uma rejeição do mercado, que tem preconceito em contratar a mulher.


