Mulher vai ao local onde filha foi atropelada
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
Abalada e ainda sem acreditar na morte de Evelin Batista, 6 anos, sua única filha, a moradora de Ibiporã (Norte), Sheila Batista, esteve na tarde de ontem no Terminal Rodoviário de Londrina. Acompanhada de funcionários do terminal, ela foi até o local onde a garota foi atropelada por um ônibus. A menina foi prensada numa mureta na última sexta-feira, quando tentava atravessar, com a sua avó, a frente da guarita de entrada e saída dos ônibus, na Avenida Dez de Dezembro (Área Central). Francisca Siqueira Batista, 60, continua internada em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Evangélico.
Revoltada com a morte da menina, Sheila permaneceu por cerca de meia hora no local, questionando como o motorista conseguiu atingir sua filha. ''Como ele foi fazer uma curva tão fechada para pegar minha filha aqui? A impressão que ficou é que tudo foi culpa da minha mãe'', lamentou.
Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local do acidente para verificar as circunstâncias. O laudo deve ficar pronto em dez dias. Até lá, a família continua sem entender como tudo aconteceu. ''Ninguém da empresa nos procurou no hospital. A vida inteira minha mãe passou por esse mesmo trecho com seus seis filhos e isso nunca tinha acontecido antes. Minha filha ia fazer 7 anos no dia 26 de outubro. É muito difícil pra gente. Eu não quero nada de ninguém, só quero uma explicação'', desabafou a mãe da menina.
A gerência da empresa informou que ''lamenta profundamente o acidente'' mas que vai aguardar o laudo da perícia para manifestar qualquer tipo de posicionamento. Até lá, Viação Garcia se coloca à disposição da perícia e da Companhia de Trânsito para qualquer tipo de informação que possa ajudar a esclarecer o acidente. O motorista está afastado de sua função, mas continua recebendo apoio da empresa.


