Mulher se recusa a deixar prédio
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quarta-feira, 22 de janeiro de 1997
Sucursal de Maringá 
Edson GuittiOliveira na frente das ruínas do imóvel da prefeituraA subprefeitura do distrito de Floriano (12 quilômetros de Maringá) está com dificuldade para retirar uma mulher que há quatro anos ocupa um prédio onde funcionava a escola municipal Presidente Getúlio Vargas. Amélia da Silva, 57 anos, teve permissão de uso do local por cinco meses, na administração passada. Agora, ela se recusa a sair do prédio.
De acordo com o administrador da subprefeitura, José Pires de Oliveira, desde 95 a prefeitura de Maringá tenta a desocupação do prédio. Ele afirma que Amélia se recusa a deixar o prédio enquanto a prefeitura não conseguir uma casa para ela.
Segundo Oliveira, Amélia teria se inscrito para o programa de casa popular em 1995, quando foram entregues 84 unidades através do Programa Casa da Família. Ela não foi contemplada porque possui uma propriedade rural de três alqueires no distrito. O programa da casa popular não contempla pessoas que tem outros bens, como é o caso dela, explica Oliveira.
No ano passado, a administração do distrito autorizou a demolição de parte do prédio. Mesmo assim, Amélia não se incomodou e continou ocupando duas salas, a cozinha e um banheiro da antiga escola.
No local, ela mantém móveis e equipamentos domésticos. A Folha não conseguiu localizar Amélia.
Creche A Prefeitura de Maringá quer que o prédio seja desocupado imediatamente para dar início a construção de uma creche. Segundo Oliveira, a creche é uma reinvindicação antiga dos moradores do distrito.
Ele afirmou que Amélia se recusa a sair do prédio e chegou a oferecer parte de sua propriedade rural em troca do terreno onde está a antiga escola.
Esta troca não interessa ao distrito porque o terreno no distrito é o ideal para a construção da creche, disse.


