Mulher se queixa que falta serviço na cidade
Mulher se queixa que
falta serviço na cidade
A falta de emprego é a principal justificativa das prostitutas para o início na profissão. Vânia, de 26 anos, por exemplo, diz que se prostitui há cerca de quatro anos na Praça Getúlio Vargas, no centro de Campo Mourão, mas que também trabalha como diarista quando consegue serviço. Ela tem dois filhos e deixa as crianças com uma irmã mais nova. Vânia faz ponto à tarde, quando o movimento maior na praça é de aposentados.
Folha - Por que você se tornou uma prostituta?
Vânia - Porque não achei serviço e tenho que sustentar meus dois filhos.
Folha - Você já fez algum outro tipo de trabalho?
Vânia - Já fui diarista. Ainda hoje trabalho em casas quando arrumo serviço.
Folha - As suas patroas sabem que você se prostitui?
Vânia - Não. Se soubessem não me dariam o emprego porque existe muito preconceito.
Folha - Você faz programas todos os dias?
Vânia - Não. Só duas ou três vezes por semana.
Folha - Quanto você cobra por programa?
Vânia - Depende.
Folha - Depende do quê?
Vânia - Depende da pessoa. Cobro R$ 20,00 ou R$ 30,00.
Folha - Que tipo de homem te procura?
Vânia - Tem de todo tipo, desde aposentado até viajante.
Folha - Onde ficam seus filhos enquanto você faz programas?
Vânia - Eles ficam em casa, com minha irmã mais nova.
Folha - Sua irmã também se prostitui?
Vânia - Não.
Folha - Você acha certo se prostituir?
Vânia - Certo eu não acho, mas preciso sustentar meus filhos. Mais errado é roubar e sair pedindo. Isso eu não faço. Não estou pegando nada que é dos outros.





