Mulher se arrepende de ter vacinado a filha
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quarta-feira, 25 de agosto de 2004
Jacira Werle<br>Reportagem Local 
Cambé ''Levei a minha filha para vacinar na segunda-feira da semana passada. Já à noite, ela teve febre e delirou,'' disse Eliana Marniere, empresária e moradora de Cambé (13 km a oeste de Londrina). A menina, que tem quatro anos, não pode ir para a escola por dois dias. Eliana contou que ficou muito preocupada com a filha e acabou levando-a até uma unidade de saúde onde foi informada que reações a vacinas são comuns.
Ontem, mais de uma semana após ter sido vacinada, a menina ainda sentia dores no local da injeção. A empresária, que tinha aproveitado para levar a filha à unidade de saúde antes do início oficial da campanha, reforçou que ''estava arrependida de ter se adiantado.'' Segundo ela, não vai mais vacinar a menina. ''Agora meus filhos não participam mais dessas campanhas de vacinação'', garantiu.
A gerente de epistemiologia da secretaria de Saúde de Londrina, Sônia Fernandes, explicou que é normal algumas pessoas terem febre ou diarréia depois de tomarem vacinas. Segundo Sônia, na cidade, a vacinação ficou suspensa por três horas na última segunda-feira após uma determinação do Ministério da Saúde. Na terça-feira, novos lotes de outro laboratório já estava sendo usados.
Sônia recomenda que os pais não deixem de vacinar seus filhos. ''Não dá para correr o risco de que os filhos tenham uma doença pela falta da vacina,'' esclareceu. Segundo ela, qualquer tipo de vacina pode desencadear reação em determinadas pessoas. Caso a criança apresente algum tipo de problema, ela deverá ser levada a uma unidade de saúde, explica, e os pais precisam também evitar que a utilização de medicamentos sem receita médica. '' A vacina é segura,'' garantiu.


