A funcionária da Caixa Econômica Federal de Londrina Ivanete Dall Agnoll ficou revoltada com o atendimento que recebeu no Instituto de Identificação, ontem à tarde, e com a falta de conhecimento dos funcionários do órgão. Ela esteve no Instituto para tentar fazer a carteira de identidade de seus dois filhos menores.
Ivanete não autenticou as fotocópias da certidão de nascimento das crianças, como exigido na relação de documentos. Mas apresentou as certidões originais e ficou inconformada pelo fato de os funcionários não aceitarem os documentos. Outro fato que a aborreceu foi a obrigatoriedade de o filho de 14 anos ter que tirar fotografia de gravata.
‘‘O que mais me indignou foi a total falta de conhecimento dos funcionários e de uma melhor educação na forma de atendimento ao público deste órgão estadual. Não só a funcionária identificada como Regina não sabia nada sobre as normas do Instituto. Um outro funcionário, chamado Celso, mostrou a relação dos documentos que estava pregada na parede e ao ser indagado sobre o nome do chefe do Instituto em Londrina, disse que não sabia.’’
Ela disse que Regina, já no final da confusão, informou-lhe que o chefe chamava-se Maurício, que ele estava fora da cidade e apenas no seu retorno seria possível resolver o problema. A Folha conseguiu falar ontem à tarde com o chefe da Divisão para o Interior do Instituto, Luis Albari Cordeiro. Ele deu plena razão a Ivete, uma vez que não é preciso autenticar as cópias em cartório se a pessoa apresentar também o documento original.
Quanto à exigência da fotografia de gravata, ele disse que trata-se de uma norma de 20 anos do Instituto de Identificação, mas que não tem nenhum respaldo jurídico. ‘‘Também não é possível aceitar que os funcionários não dêem um bom atendimento ao público’’, disse. Cordeiro disse que virá à cidade verificar a situação do Instituto.Paulo WolfgangReclamaçãoIvanete: ‘Me indignou a falta de conhecimento e de educação’Paulo Ubiratan

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