Mulher reconhece filha assassinada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de outubro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - O corpo da jovem Silvana Aparecida Novachoski, 18 anos, foi reconhecido ontem pela mãe dela, a dona de casa Ângela Rozeli Novachoski, 33 anos. Silvana foi assassinada na madrugada de 23 de setembro, na zona rural de Cascavel, juntamente com Jaqueline dos Santos, 14 anos. Segundo a Polícia, as duas atuavam como garotas de programa.
Segundo a mãe da vítima, Silvana foi morar com a avó quando tinha oito anos de idade, depois que o pai abandonou a família. Com a morte da avó, Silvana foi para Foz do Iguaçu residir com uma tia e aos 15 anos acabou apreendida por prostituição. Em janeiro de 2000 visitou pela última vez a mãe e os outros quatro irmãos na cidade de Corbélia (24 km ao norte de Cascavel) e foi embora dizendo que iria morar com um homem para a capital do Estado.
A dona de casa foi avisada por um cunhado de que duas moças foram assassinadas, sendo que uma poderia ser sua filha. A princípio ela não acreditou, e só aceitou fazer o reconhecimento no Instituto Médico Legal (IML) depois que policiais foram até sua casa. ''Está certo que ela se prostituía, mas ninguém tinha o direito de matar. Agora eu quero que a polícia prenda o assassino'', disse Ângela.
A Polícia continua investigando o duplo homicídio. Um homem de 50 anos de idade que morava com Silvana no Jardim Palmeira já prestou depoimento. Ele disse que dividia as despesas com a garota e negou qualquer envolvimento no homicídio. Um ex-policial militar que namorava Jaqueline contou que esteve com a adolescente pela última vez em um comício no sábado, dia 21, e também negou qualquer participação no crime.


