A dona-de-casa Eliana Doro Zachi, 39 anos, moradora na rua Barão de Loreto, 103, jardim Petrópolis (zona sul), não se conforma em ter que enfrentar novamente o mesmo problema: ver a água suja jorrando pela torneira. Ela conta que o drama afetou todos os moradores da rua, ano passado, mas foi solucionado pela Sanepar. ‘‘Não esperava ter que conviver com isso de novo.’’
Desde a semana passada a dona-de-casa vem cobrando uma solução da Sanepar. Ela diz que é bem atendida, mas quer mais do que atenção. ‘‘Quero solução.’’ Segundo Eliana Zachi, os técnicos que foram até sua casa não conseguiram enxergar o problema. Eles analisam a cor da água dentro de um copo transparente mas, observa a mulher, o problema só é visível quando há maior concentração do produto. Ela coloca a água num balde e mostra o fundo todo cheio de resíduos. ‘‘Parece que a água veio do rio Tibagi e não teve qualquer tratamento’’, diz.
Eliana Zachi detalha que na semana passada, depois de colocar toda roupa na máquina de lavar, de gastar alvejante, consumir sabão em pó, amaciante, água e energia, conseguiu retirar da lavadora as peças todas encardidas. ‘‘Quase tive um derrame.’’
A dona-de-casa tem dois filhos e diz que não pode ficar analisando a situação da água para fazer seu trabalho diário.
O gerente metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, diz que os técnicos da companhia estiveram ontem mesmo na casa de Eliana, mas não viram nada de errado com a qualidade da água. Mas ele promete que a água será analisada diariamente até que se identifique o problema.
‘‘Em Londrina, nós temos 200 quilômetros de rede hidráulica de ferro fundido, um material antigo que às vezes causa problemas na qualidade do líquido’’, explica. ‘‘Por isso, estaremos monitorando regularmente, nos próximos dias, a residência da dona Eliana.’’ Ele também diz que a causa da sujeira podem ser vazamentos registrados no jardim Petropólis em junho. ‘‘Nesse caso, nós fazemos a manutenção, mas sempre sobram algumas impurezas.’’

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