Porecatu - A balconista Sidnéia da Silva Rodrigues, 29 anos, mãe de uma criança com paralisia cerebral, está revoltada com a Prefeitura de Porecatu (85 km ao norte de Londrina). Segundo ela, a Secretaria de Educação estaria dificultando a matrícula da filha em uma escola de educação infantil. A menina, de três anos, ainda carrega as marcas de uma meningite contraída no primeiro ano de vida. Além da paralisia, que provoca problemas fisiológicos, ela precisa de dois aparelhos para andar.
''Estou há dois anos tentando matricular minha filha em uma creche perto de casa. Já procurei a diretoria da creche e o secretário de Educação, fiz até uma entrevista com o psicólogo da prefeitura, e até agora nada'', reclamou a balconista, argumentando que precisa deixar a filha com alguém para trabalhar à tarde.
No período da manhã, segundo ela, a criança faz sessões de fisioterapia e fonoaudiologia da unidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Porecatu. Sidnéia diz que uma lei municipal, de março do ano passado, reserva vagas em creches da cidade para crianças com deficiências físicas ou mentais. ''Não quero nada além do meu direito''.
Procurado pela reportagem, o secretário de Educação, Francisco Guerreiro, disse que o impasse está sendo resolvido. A prefeitura preparou um laudo detalhando as condições de permanência da criança em uma creche convencional. Segundo Guerreiro, um profissional com experiência em cuidar de portadores de dificiência mental poderá ser contratado para executar a tarefa. ''Temos várias crianças dificientes em nossas escolas de educação infantil, mas todas com deficiência leve. Este caso é mais complicado, a menina depende de uma outra pessoas para se alimentar, ir ao banheiro e andar'', ponderou.
Hoje, o pai e mãe da criança serão convocados para assinar um termo de compromisso. O secretário quer a garantia que os pais (separados) ficarão atento ao processo de recuperação da menina. ''Já estou com laudo do psicólogo na minha mão desde o final de agosto. Só estou aguardando eles me procurarem. Eles terão de assinar este termo, se compometendo a acompanhar a evolução educativa e social da menina'', argumentou o secretário.

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