Mulher reclama: conta de água sobe 7.000%
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quarta-feira, 24 de outubro de 2001
Célia Guerra<br> De Londrina 
Um aumento de mais de 7.000% na conta de água assustou a dona de casa Maria de Fátima Guttuzzo, no Jardim Paraíso, zona norte de Londrina. O consumo médio da residência nos últimos dois anos, como mostram as faturas, foi de cinco metros cúbicos, com o custo de R$ 10,46. Este mês a conta apresentou consumo de 295 metros cúbicos, com a cobrança de R$ 743,71.
Segundo Maria de Fátima, na casa moram ela, o marido e um filho adolescente. O marido, Edson Guttuzzo, é caminhoneiro e só fica com a família nos fins de semana. Por isso, ela garante que lavagem da roupa, que representaria o maior consumo de água, só é feita um vez por semana. Ela contratou três encanadores para verificarem a possibilidade de vazamentos na tubulação e nada foi encontrado. Alguns reparos foram feitos por sugestão desses profissionais.
A dona de casa disse que funcionários da Sanepar estiveram na casa por duas vezes e falaram que a reponsabilidade não era da companhia e que não poderia haver defeito no hidrômetro. A empresa teria ainda feito duas propostas de redução da conta: a primeira para R$ 367,20, mas a família recusou, e depois para R$ 156,82. ''Esse valor representa mais que o aluguel da casa e não temos condições de pagar'', protestou Maria de Fátima.
O gerente metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, disse que a empresa não tem responsabilidade sobre a água que passa depois do hidrômetro. Mesmo assim, ele alegou que a Sanepar estaria assumindo parte do prejuízo com as reduções propostas. Kishima reconheceu que o consumo foi elevado (quase 10 metros cúbicos por dia), mas argumentou que isso é possível ocorrer por vazamentos não identificados. O gerente da Sanepar relatou ainda que os reparos na válvula de descarga e a troca do vaso sanitário representam que a família identificou possíveis focos de vazamento. Ele afirmou que a Sanepar pode parcelar a conta, mas deve ser paga.


