Mulher recebe multa e diz que Zona Azul fez injustiça
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quarta-feira, 17 de dezembro de 1997
Adriana De Cunto 
Londrina
Mário CésarParada duraSonia Kobayashe: punição ao estacionar carro em frente ao HEA auxiliar de escritório Sonia Kobayashe, 30 anos, cobra da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) mais flexibilidade na administração da zona azul - sistema de estacionamento rotativo pago utilizado em Londrina. Ela reclama que, no último dia 11, estacionou por volta das 7 horas na avenida Bandeirantes (centro), em frente ao Hospital Evangélico. Como não havia nenhum atendente da zona azul comercializando os talões para estacionamento, deixou para pagar depois. Quando retornou ao carro, por volta das 9h30, já encontrou uma notificação da Epesmel.
Sonia Kobayashe diz que foi ao HE visitar a irmã que acaba de fazer uma cirurgia. Ela conta que não pôde descer mais cedo para regularizar a situação porque estava aguardando para conversar com o cirurgião. Sonia imaginou que depois pagaria o período que ficou no hospital - o estacionamento rotativo pago só começa a funcionar a partir das 8 horas.
Quando cheguei ao carro, encontrei a notificação e procurei o menino para pagar pelas duas horas. Mas ele disse que agora teria que pagar a notificação, contou. A auxiliar de escritório procurou então o supervisor do atendente, que se recusou a negociar. Em frente ao hospital é um local de emergência. Eles têm que entender isso, reclamou.
Depois de muito insistir, Sonia afirmou que o supersivor concordou em cancelar a notificação caso ela comprasse um talão cheio, no valor de R$ 6. Mas isso estava mais errado ainda, diz a auxiliar de escritório. Ela acabou deixando R$ 1,20 com o supervisor e se recusou a pegar a notificação. Na opinião de Sonia, a avenida Bandeirantes, em frente ao Evangélico, não deveria ter zona azul, já que é um local de emergência. A auxiliar contou que ainda no dia 11 encontrou um médico que chegou ao hospital às 7 horas para fazer uma cirurgia e não pôde comprar a licença. Quando saiu da cirurgia achou a notificação no carro.
O supervisor geral da Epesmel, Gilmar Gonçalves, diz que existe uma hora de carência para a zona azul. Passando disso, os supervisores são orientados a notificar o motorista. A multa é de R$ 6,00, independente do período em que o carro ficou estacionado.
Quando a motorista quer justificar a falta da licença da zona azul, deve comparecer à avenida Duque de Caxias, 3.373 (centro) e falar com o supervisor geral. Eu centralizo em mim. Cada caso é um caso, disse Gonçalves. Ele reconheceu que trocar a notificação pela venda de um talão cheio da zona azul é um procedimento irregular e pediu que a auxiliar vá até o escritório da Epesmel conversar sobre o problema.


