Mulher quer criar associação de viúvas de motoristas
Alexandre Sanches
De Londrina
A relações públicas Maria Helena Ferrer, 52 anos, de Londrina, está lutando pela criação de uma associação das mulheres de motoristas desaparecidos para ajudá-las a regularizar sua situação civil.
Considerada viúva desde 94, quando conseguiu o atestado de óbito por morte presumida do marido desaparecido desde 26 de janeiro de 1986 Maria disse que teve dificuldade em regularizar a documentação e receber a pensão do Instituto Nacional de Securidade Social (INSS).
Só consegui que a Justiça autorizasse a emissão do atestado de óbito oito anos depois que meu marido desapareceu, comentou. O marido, Anésio Alves Ferrer, trabalhava no transporte de gado. Em 1986, foi contratado para levar animais para o abate em Niterói (RJ). Ele foi visto pela última vez que no Posto Maristela, na rodovia Castelo Branco, no interior paulista. Com três filhos menores, começou a brigar para receber um salário mínimo do INSS.
Ela apresentou um cartaz do caminhoneiro, Antônio Mendes Nunes, 63 anos, de Paranavaí, que foi visto pela última vez no dia 9 de outubro. Ele foi encontrado morto na região noroeste do Estado, no início de dezembro, amarrado em um matagal. Tomei conhecimento e tive a idéia de criar a associação para orientar as famílias no que fazer nestes casos.
Ela pretende reunir um grupo de mulheres e, junto com a Promotoria Criminal, formalizar a criação desta associação. As pessoas que estiverem na situação de Maria Helena devem contatar os telefones (43) 341-7116 (comercial) ou (43) 338-6877 (após as 18 horas).





