A professora Maria Nilcéia Kerber, 40 anos, proprietária de uma revenda de gás, foi detida no início da semana em Capitão Leônidas Marques (78 Km ao sul de Cascavel) acusada de não honrar financiamento feito há quatro anos junto ao Banco do Brasil. Ela foi presa por ser depositária infiel de mil botijões de gás, utilizados como garantia de pagamento, e decidiu fazer greve de fome enquanto o banco não aceitar negociar a dívida avaliada em R$ 600 mil.
Ontem, Maria Nilcéia teve que ser levada para um hospital, onde permanece internada sob proteção da polícia.
O advogado de defesa, Airton Momo, explica que o empréstimo junto ao banco foi realizado em 1994, quando a empresa da professora atravessou uma crise gerada por uma greve de petroleiros. O advogado diz que a intenção do banco era leiloar os botijões, porém como os mesmos não foram encontrados na revenda de gás, o banco acabou executando a professora. A pena para o crime é de três meses a um ano de reclusão.
Airton Momo diz que protocolou no Fórum de Cascavel o pedido de habeas corpus. ‘‘Trata-se de uma prisão ilegal e árbitrária. Minha cliente é apenas uma inadimplente e não deve receber tratamento de um delinquente’’, reclamou.

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