Mulher picada por aranha está em estado grave
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quinta-feira, 06 de novembro de 2003
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de sete dias em busca de tratamento médico adequado, a arquiteta Marilu Leonardelli Gavaski, 29 anos, foi internada em estado grave no Hospital Universitário Evangélico, em Curitiba, vítima de picada de aranha marrom. Os sintomas foram detectados no domingo, dia 26, quando a arquiteta procurou o Hospital Cajuru com dores de cabeça, náuseas e febre alta. O noivo dela, Sandro Augusto Stadler, conta que o médico que a examinou diagnosticou um ''vírus na corrente sanguínea'' e receitou um medicamento para reduzir a febre.
Na terça-feira, dia 28, a arquiteta foi até o Posto de Saúde Ouvidor Pardinho. Ela apresentava uma ''bola amarela e dura'' na perna direita. ''O médico olhou e disse que era um furúnculo ou um pêlo encravado'', afirmou Stadler. Marilu saiu de lá com medicamento para diminuir a febre.
Com vômitos, diarréia e febre alta, Marilu parou de se alimentar e não urinava mais. ''O corpo dela estava avermelhado e a perna necrosada'', contou Stadler. Na quinta-feira, dia 30, ela foi levada para o Posto de Saúde do Boa Vista, onde foi constatado que a arquiteta havia sido vítima de uma picada de aranha marrom. ''A médica não deu qualquer tipo de remédio porque achou que ela estava muito fraca''.
Na madrugada de sexta-feira, Marilu foi levada para o Posto de Saúde do Campo Comprido, de onde foi encaminhada para o Evangélico. ''Ela está com infecção generalizada e pode morrer. Acho que houve negligência médica no atendimento dela'', disse Stadler.
A assessoria de imprensa do Cajuru informou que a arquiteta chegou à unidade com quadro de vômito e diarréia. Ela teria dito que havia ido a uma festa no dia anterior e a conclusão foi de que Marilu teria infecção alimentar.
A Prefeitura de Curitiba informou que não conseguiu localizar o prontuário de atendimento da arquiteta no Posto de Saúde Ouvidor Pardinho. Na Unidade Boa Vista ela teria sido medicada e recebido soro na veia. A liberação ocorreu horas depois, quando se constatou que não havia o agravamento do quadro clínico. Marilu teria levado da farmácia do posto analgésicos, corticóides e remédio para náuseas. A assessoria informou que todos os ''cuidados médicos necessários foram tomados no atendimento à paciente''.


