Curitiba A arquiteta Marilu Leonardelli Gavaski, 29 anos, internada em estado grave na madrugada de sexta-feira, continua em estado grave no Hospital Universitário Evangélico. Ela está em coma induzido e respira com auxílio de aparelhos. A arquiteta foi picada por aranha marrom e passou sete dias em busca de tratamento médico adequado.
Ontem, o hospital informou que a paciente está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com ''síndrome do choque tóxico'', uma infecção grave com comprometimento de vários órgãos. Ela foi submetida a uma cirurgia na perna direita, onde foi picada. O local estava necrosado.
Marilu passou por um outro hospital e dois postos de saúde antes de ter tratamento adequado. Somente quando procurou atendimento no segundo posto de saúde, os médicos constataram que ela havia sido picada por aranha marrom, deram medicações, soro e liberaram a paciente. ''Acho que houve negligência médica no atendimento dela'', reclamou ontem o noivo Sandro Augusto Stadler.
Este é apenas um dos 3,9 mil casos de picadas por aranha marrom registrados no último ano no Paraná. Os sintomas da doença aparecem de 12 a 24 horas após a picada e podem ser identificados com dores de cabeça, febres, irritação ou bolhas na pele. Esse tipo de aranha do gênero toxosceles é comum nas regiões sul e sudeste do Brasil.

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