Curitiba - Um fato incomum mobilizou a Companhia de Choque da Polícia Militar (PM), na manhã de ontem, em Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. Os policiais foram acionados para controlar uma mulher que, segundo denúncia recebida pela PM, estaria ameaçando matar um dos três filhos.
A suposta ameaça teria sido motivada por desentendimento com o marido, que está no Japão. Pela internet, ela teria exigido que ele retornasse ao Brasil. No final da manhã, a situação foi contornada. A mulher foi encaminhada para atendimento médico em um hospital da cidade. Os filhos estavam bem e ficaram sob os cuidados da avó.
De acordo com o capitão Marcos Alexandrino Vieira, da Companhia de Choque, os grupos de negociação e tático foram acionados, pois, segundo o chamado, tratava-se de situação envolvendo vítima ou refém, o que não se confirmou com a chegada das equipes ao local. ''Em nenhum momento qualquer policial a viu com uma faca ou fazendo qualquer outra ameaça'', afirmou.
Vieira informou que a mulher estava visivelmente abalada e em um momento de descontrole emocional poderia atentar contra a integridade física dos filhos ou dela própria. Por isso, a intervenção da polícia. ''Mas, não vimos que ela tenha cometido um crime'', acrescentou o policial. A mulher estaria com passagens compradas para o Japão, mas teria tido o visto negado, o que teria gerado a crise. Os médicos, segundo Vieira, aconselharam que ela ficasse internada, ontem.
O superintendente da Delegacia de Rio Branco do Sul, Leodir Fagundes de Brito, disse que a Polícia Civil aguardaria que a mulher fosse apresentada para decidir sobre seu possível indiciamento. Os policiais que a acompanharam ao hospital, no entanto, foram orientados a liberá-la assim que recebesse atendimento médico, informou Vieira.

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