‘‘Quero que meu filho pare de sofrer. Ele grita dia e noite porque os remédios para passar a dor não estão mais fazendo efeito’’, desabafou Jandira Capobiano Pereira de Oliveira, 65 anos. Ela é mãe de Antonio Pereira de Oliveira, 36 anos, que sofre de esquemia infectada nas duas pernas, causadas por problemas de circulação. As feridas são profundas, fazem aparecer os músculos e tomam conta dos dois membros.
No mês passado, ele foi para São Paulo com a ajuda de um parente e conseguiu uma consulta no Centro Brasileiro de Medicina Hiperbárica. Lá, o médico Carlos Carpentiani prometeu curá-lo desde que se submeta a um tratamento de 40 dias, orçado, inicilamente, em R$ 12 mil, mas o Centro baixou o preço para R$ 7 mil.
‘‘Estou tentando até vender minha casa para conseguir o dinheiro, mas ninguém está comprando nada. Quanto mais o tempo passa, meu filho tem menos chances de vida’’, afirmou Jandira. Ela fabrica e vende sabão para ajudar o filho, pois o esposo está entrevado em uma cama por causa de um derrame cerebral.
Toninho disse que tem vontade de morrer por causa das dores que sente. ‘‘Passo noites sem dormir. Quando tenho dinheiro chego a comprar quatro doses de calmantes e uso tudo de uma só vez.’’ Ele conta que as feridas começaram a aparecer há cinco anos, depois de sofrer um acidente de motocicleta e ficar durante três dias em coma. Toninho era caminhoneiro e há sete meses está aposentado com vencimentos de R$ 130,00 por mês.
Ele é casado, tem dois filhos menores e o que recebe da aposentadoria não dá para sustentar a família. Quando pode, a esposa Ivanilda trabalha de diarista. No tratamento do Centro Brasileiro de Medicina Hiperbárica, o paciente faz a terapia em câmaras onde circulam oxigênio puro. Toninho fará sessões de uma hora e meia durante 40 dias. Quem puder ajudar a família deve entrar em contato pelo telefone (043) 339.8541. As doações poderão ser entregues diretamente na casa de Toninho, no assentamento do Conjunto João Turquino, na Avenida Maratona, em frente ao colégio municipal.Josoé de CarvalhoContra o relógioJandira: ‘Quanto mais o tempo passa, meu filho tem menos chances’Paulo Ubiratan

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