Londrina – O desejo de ver Maysa em pé novamente tem preço: R$ 900, segundo relata a mãe, Cleonice Patrícia Carneiro, de 23 anos, que está pedindo apoio da população. Ela conta que não tem condições de comprar os equipamentos necessários para o desenvolvimento da filha de sete anos. Após sofrer com crises de epilepsia, a criança teve os músculos do corpo atrofiados e toda a evolução física e mental prejudicada.
Cleonice ressalta que Maysa não tinha problemas de saúde até os cinco anos de idade. "Ela era muito esperta. Corria, subia nos móveis, falava de tudo", relembra. "Aí começaram as convulsões, que alteraram sua parte motora."
A mãe salienta que a criança necessita de "talas flexíveis" (esquerda e direita) para que as pernas não atrofiem completamente. "Os pés dela estão se voltando para dentro. Para que isso pare e também para ter mais firmeza nos pés, ela precisa das talas que custam R$ 900", conta. Segundo Cleonice, a cadeira de rodas usada pela filha também não está de acordo com suas necessidades.
"Para que ela não caia mas da cadeira na rua e no ônibus, preciso prendê-la com um colete que uma amiga fez", explica. "Hoje Maysa precisaria de uma cadeira de rodas com apoio de costas, acento e pescoço para ficar imobilizada", acrescenta.
Há dois anos a menina frequenta a Escola de Educação Especial Flavia Cristina. Na entidade, voltou a falar algumas palavras. "Hoje, ela diz papai, mamãe. Segundo os médicos, para um desenvolvimento maior, minha filha deve ser avaliada no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, onde teria um tratamento especializado e onde também poderia definir o diagnóstico da epilepsia."
Cleonice afirma que os ganhos da família não são suficientes para arcar com os custos dos tratamentos. "Dedico 24 horas à Maysa e não posso trabalhar e ajudar com os custos da casa e com as crianças", explica. Apesar dos problemas, durante toda a entrevista, ela, Maysa e a cacula Mariene, de quatro anos, sorriem entre elas. "Ela é o motivo da minha esperança de vida. Vivo por ela e ela me faz feliz", ressalta.

SERVIÇO
Quem puder ajudar a família pode ligar para (43) 8413-4610 ou 3338-4749

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