O delegado-titular do 1º Distrito Policial de Londrina, Marcos Belinati, ouviu ontem uma das principais suspeitas de ter enviado pessoas ilegalmente para o exterior com falsa promessa de emprego. Vilma Conceição Pereira prestou depoimento mas não quis falar com a imprensa.
Segundo o advogado de Vilma, André Luiz Tesser, ela jamais teria prometido emprego, apenas informava sobre a existência de vagas no exterior e dava o nome de uma pessoa que trabalha em uma agência de emprego no local. ''Caso as pessoas conseguissem entrar no país, elas procurariam a pessoa'', explicou. Ele ainda destacou que não há nenhum substrato jurídico nas acusações feitas. Vilma disse no depoimento que recebia U$S 300 por pessoa.
Mas essa não é a versão apresentada pelas vítimas, que levou Vilma a ser indiciada em inquérito que apura possível crime de estelionato. Belinati diz que ouviu 20 pessoas que alegam ter pago para viajar para outro país com garantia de emprego e estadia em hotel. Desse total, nove citam o nome de Vilma e afirmam que pagaram U$S 600 pelo serviço. As outras citam nomes de quatro agências da cidade.
Segundo o delegado, Vilma disse que as pessoas saíam daqui cientes do risco de não entrarem no país. ''Mas as pessoas ouvidas dizem que ela prometia emprego. Se for basear nas declarações das vítimas, ela cometeu crime de estelionato'', destacou. Belinati deve ouvir representantes das quatro agências na próxima semana para concluir o inquérito.

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