Mulher morre espancada por oito homens
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de outubro de 2004
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma mulher foi espancada até a morte por oito homens na madrugada de ontem, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Jane Bogeski, de 32 anos, era ex-mulher do superintendente da Delegacia do Alto Maracanã, Job de Freitas, e os investigadores apuram se o crime foi cometido como forma de represália ao combate ao tráfico de drogas na região.
O crime ocorreu por volta das 3 horas, quando Jane e uma amiga, Cristiane de Oliveira Patrício, estavam em uma festa no bairro Campo Alto, considerado de alta periculosidade pela polícia devido aos intensos registros de assaltos, tráfico de drogas e homicídios. As duas perceberam a movimentação de um grupo de rapazes suspeitos e decidiram deixar o local.
Quando saíam da festa, foram abordadas por oito homens, que as perseguiram até que Jane caísse. Cristiane conseguiu escapar. Na sequência, o grupo começou a agredir brutalmente Jane, inclusive com uma tora de madeira, uma ''mão de pilão''. De acordo com o superintendente Job de Freitas, sua ex-mulher estava bastante ferida e, mesmo sem o laudo do Instituto Médico Legal, suspeita-se que ela tenha morrido devido a um traumatismo craniano.
Cristiane identificou os autores do crime e a polícia apreendeu Josiel Martins de Souza da Silva, 22 anos; três menores, dois de 17 anos e um de 15 anos, e mais quatro elementos, considerados co-autores do homicídio. ''Eles podem ser viciados que procuravam drogas, queriam assaltá-las ou mesmo estuprá-las. Mas, pela crueldade, acho que foi represália porque recentemente fizemos uma apreensão de mil pedras de crack na região e eles até mesmo juraram vingança. Eles estão presos e não confessaram, com medo de represália lá fora, mas vamos continuar investigando'', afirmou Freitas.
Todos foram enquadrados no crime de homicídio, que prevê pena de 6 a 20 anos de prisão. Porém, a pena pode ser ainda maior devido aos requintes de crueldade, já que os suspeitos chegaram a segurar a vítima enquanto outros a espancavam com um pilão. Segundo Freitas, Cristiane agora entrará para o programa de proteção de testemunhas e terá segurança especial.


