Mulher morre e filha fica ferida em acidente
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terça-feira, 12 de julho de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Um acidente no início da tarde envolvendo uma Kombi da Prefeitura de Centenário do Sul e uma camionete D-20, na esquina das ruas Mossoró com Paraíba (Região Central de Londrina), resumiu num gesto toda a coragem de uma mãe. Com o choque, a Kombi avançou sobre a calçada e esmagou Gisele Boleti e a filha de três anos contra um muro. Segundo testemunhas, a mulher se jogou sobre a criança e evitou que o veículo atingisse a filha com maior violência. Mesmo assim, a menina teve parte do antebraço direito amputado. Gisele faleceu enquanto era submetida a uma cirurgia.
Segundo informações da Polícia Militar, a camionete conduzida por Anísio Favoretto, 50 anos, chocou-se com a Kombi dirigida por José Pereira da Cruz, 36 anos. Desgovernada, a Kombi subiu a calçada e atingiu Gisele e a filha de três anos. O veículo esmagou a jovem contra um muro, que ainda tentou proteger a menina, se jogando sobre ela. ''Foi muito triste ver a criança gritando com a mão toda ensanguentada'', lamentou uma testemunha.
Ambas foram socorridas pelo Siate. A mãe sofreu traumas por todo o corpo e foi encaminhada em estado gravíssimo para a Santa Casa. Ela faleceu às 17 horas, quando passava por uma cirurgia na bacia. Já a criança foi levada para o Hospital Infantil também em estado grave. Segundo a assessoria de imprensa, ela sofreu traumatismo craniano, respirava por aparelhos e seria submetida a uma cirurgia para amputação de parte da mão direita e parte do antebraço.
Vizinha há anos do cruzamento onde aconteceu o acidente, Neuza Francisca Cruz, comentou que ''a esquina é traumatizante''. Diz isso com conhecimento de causa porque há pouco mais de seis anos o filho então com nove anos foi atropelado no local. Conseguiu sobreviver mas o trauma não se apagou. ''Minha mãe tem recomendação médica para fazer caminhadas diárias mas proibi ela de caminhar aqui na rua porque não temos segurança'', afirmou. No local, há sinalização no asfalto e placas de pare e que indicam que a velocidade máxima permitida no trecho é de 40 km/h. ''Isso não adianta nada porque ninguém respeita. Nem na calçada a gente está seguro.''


