Curitiba Em menos de uma semana, duas pessoas foram vítimas de intoxicação por monóxido de carbono enquanto tomavam banho, em Curitiba. Maria Cláudia Marinoni Mourão, 40 anos, foi encontrada morta no chuveiro, ontem à tarde, no apartamento em que morava no bairro Champagnat. Segundo os bombeiros, a única janela do banheiro estava fechada. Essa é a primeira morte desse tipo registrada esse ano. Na última sexta-feira, um homem de 33 anos foi encontrado desmaiado no chuveiro pela mesma razão. Ele ainda está internado no hospital Evangélico, que não informa o estado do paciente.
De acordo com o relações públicas do Corpo de Bombeiros, tenente Eduardo Gomes Pinheiro, uma colega de trabalho de Maria Claudia estranhou sua falta pela manhã e tentou entrar em contato com ela. Sem sucesso, ligou para parentes. O filho de Maria Claudia arrombou a porta de apartamento e a encontrou morta. ''Além de o aquecedor estar em um lugar irregular, faltava ventilação adequada'', explicou Pinheiro. Como o gás não tem cheiro, a intoxicação por monóxido de carbono não é percebida antes de a vítima ficar inconsciente.
Pinheiro diz que boa parte das edificações da Capital têm sistema de aquecedor a gás instalado de forma irregular. O correto é que o local tenha no mínimo duas aberturas permanentes para ventilação. O aquecedor deve ficar preferencialmente na área de serviço. O tenente diz que os outros moradores do prédio de Maria Claudia já foram orientados e que uma notificação oficial sobre a irregularidade será encaminhada à Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi), da Prefeitura de Curitiba.
Dados do Corpo de Bombeiros dão conta que nos últimos cinco anos foram registradas 27 mortes por intoxicação com monóxido de carbono em Curitiba. No mesmo prédio onde aconteceu o acidente com o homem na última sexta-feira, há cerca de dois anos um casal morreu intoxicado pelo gás.

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