Mulher morre após 22 horas em UTI móvel
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de junho de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba A paciente Jordelina da Silva Branco, 74 anos, que passou 22 horas dentro de uma UTI móvel em Curitiba por falta de vagas de UTI em hospitais morreu na madrugada de sexta-feira. Ela estava com pneumonia e chegou a entrar em coma. A filha de Jordelina, Salete Sá, pretende entrar com uma ação na Justiça contra o Sistema Único de Saúde (SUS).
Ela contou que chamou a Ecco-Salva às 13h30 de quarta-feira. A UTI móvel da empresa levou Jordelina ao posto de saúde 24 horas do bairro Pinheirinho mas os funcionários do posto não conseguiram vaga em UTI nos hospitais da Capital. A empresa tentou vaga em seis hospitais e a atendeu com medicação até às 11h38 de quinta-feira, quando Jordelina deu entrada em um hospital de Campo Largo.
O diretor do Sistema de Urgência da Prefeitura de Curitiba, Matheos Chomatas, disse que a opção de manter a paciente dentro da ambulância foi da empresa. ''Na hora que fomos informados, conseguimos a vaga''. O diretor comercial da Ecco, Marcelo Moura, disse que só depois que o caso foi denunciado para a imprensa é que a vaga apareceu. Ele informou que os pacientes esperam, em média, quatro a cinco horas nas UTIs móveis por uma vaga no SUS. O Ministério Público vai investigar o problema de falta de vagas em UTI.


