Mulher luta para que marido não seja transferido
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quinta-feira, 02 de setembro de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Vanessa Roberta Borges, 29 anos, funcionária de um pequeno mercado e moradora do Jardim Monte Cristo (Zona Leste de Londrina), está preocupada com a situação de seu marido, Márcio Martins, 25 anos. Ele foi condenado em 2002 a cinco anos e dois meses de prisão em regime semi-aberto por assalto e atualmente está detido na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Vanessa afirmou que não entende porque o marido ainda está preso, porque ele já cumpriu mais de um sexto da sentença em regime fechado, o que, no entendimento da família, lhe permitiria sair sob livramento condicional.
Ela explicou que, quando a sentença de Martins saiu, o rapaz já havia permanecido cerca de um ano e dois meses preso pois aguardou o julgamento em distritos policiais de Londrina e depois na Casa de Custódia da cidade (CCL). Poucas semanas depois do júri, no final de julho de 2002, Martins foi transferido para a Colônia Penal Agrícola, na Região Metropolitana de Curitiba, para cumprir pena em regime semi-aberto. Cerca de um mês depois, fugiu.
No final de janeiro deste ano, Martins foi recapturado. Desde então, está detido no regime fechado: passou por distritos policiais e pela CCL até ser transferido para a PEL. Vanessa afirmou que o advogado do rapaz ponderou que em breve Martins poderia voltar para a Colônia, uma possibilidade que amedronta a mulher.
''É um lugar cheio de problemas. Para começar, não há revista dos visitantes na entrada, dá para entrar com qualquer coisa. Segundo, é muito fácil fugir. Meu marido contou que um funcionário da Colônia afirmou que os apenados estavam presos ali pela consciência, quem quisesse, ia embora. Por isso tanta gente foge de lá. A alimentação é ruim, o lugar é cheio de carrapatos, pulgas. E, numa visita, cheguei a ver um rapaz consumindo droga lá dentro. É uma prisão que não recupera ninguém'', disse Vanessa.
''Estou desesperada. Não quero que ele (Martins) volte para aquele lugar de jeito nenhum. Outra coisa que me preocupa é que estou grávida. Se meu marido estiver na Colônia quando a criança nascer, tenho certeza de que ele vai querer fugir para ver o bebê. Aí, ele vai perder benefícios'', afirmou.


