Mulher foi morta a facadas em 89
6 de agosto de 89 - A briga que resultou no assassinato de Fernanda Estrusani ocorreu na manhã daquele domingo. Marcos Panissa foi até o prédio onde residia sua ex-mulher para convidá-la a passear. Pelo interfone, ela recusou, dizendo que estava com visita. Panissa subiu até o apartamento e encontrou Fernanda com o amigo Edilson Ferreira da Silva. Discutiu asperamente com ela e foi embora. À noite, Panissa voltou ao prédio. Fernanda estava sozinha. Ele subiu ao apartamento, por volta das 22 horas, e desceu cerca de 15 minutos depois, segundo o porteiro Antonio Pereira. Teria sido o tempo suficiente para ele desferir os 72 golpes com uma faca de mergulhador, com dois gumes, que nunca foi encontrada pela polícia.
11 de agosto - Marcos Panissa admite à polícia a autoria do crime, através do advogado Mauro Ticianelli.
18 de agosto - O corpo de Fernanda é exumado. O IML de Curitiba conta 72 facadas, uma delas na cabeça.
25 de outubro de 91 - Panissa vai a Júri e recebe a pena de 20 anos e seis meses de detenção, o que lhe valeu direito a recurso para aguardar novo julgamento.
27 março de 92 - No segundo julgamento, Panissa é condenado a 9 anos de prisão em regime fechado. Acusação e defesa recorrem e o julgamento é anulado pelo Tribunal de Justiça. Panissa aguarda o novo julgamento em liberdade.
31 de maio de 95 - Marcado o terceiro julgamento de Panissa. É a primeira vez na história da Justiça do Paraná que um réu é julgado duas vezes pelo mesmo crime e não se apresentou no terceiro julgamento.
23 de junho de 95 - Panissa não comparece ao Fórum e a sessão do julgamento não é sequer aberta. O julgamento é transferido por tempo indeterminado, até que o réu se apresente ou seja preso. (O.C.)





