Mulher foi medicada para sinusite
Mulher foi medicada para sinusite
O viúvo de Angélica, Francisco Ksjosjek, 52 anos, conta que a mulher começou a sentir fortes dores de cabeça na sexta-feira à noite, 27 de agosto. No sábado, ele a levou para uma consulta médica em Cruz Machado. Angélica voltou para casa com remédios para sinusite. No domingo à noite o quadro se agravou. A paciente passou a sentir ânsia de vômitos. Francisco a levou até o hospital de Cruz Machado, onde ela ficou internada até o início da madrugada. Às 3 horas Angélica foi transferida para o hospital de União da Vitória, onde faleceu no início da manhã de segunda-feira.
A família acredita que houve negligência no diagnóstico inicial da doença. Na primeira consulta da minha mulher, ela recebeu remédios para passar a dor de cabeça e no dia seguinte, quando foi internada, a médica que atendeu ela não estava no hospital, contou. Segundo ele, Angélica ainda estava consciente quando chegou ao hospital de Cruz Machado, mas morreu na transferência para União da Vitória. Moro aqui desde que nasci e nunca ouvi falar nessa doença. Epidemiologistas da Secretaria de Estado da Saúde coletaram sangue de todos os membros da famílias de Francisco para exame laboratorial. Os resultados ficarão prontos no início da semana que vem.
As 22 crianças em idade escolar da Linha Polonesa, comunidade rural onde morava Angélica, estão recebendo informações sobre as formas de prevenção à doença. O professor Valdir Federovicz, 23 anos, disse que os moradores da região estão preocupados. Vamos ter uma reunião no domingo para falar desse assunto, disse ele ontem. A filha caçula de Angélica, Andrea Ksjosjek, 11 anos, estuda na escola rural. Ela disse que antes de sexta-feira à noite a mãe estava bem de saúde.
Eu estou ficando revoltado com essas histórias de rato porque nós somos colonos, mas nossa casa é bem limpa e a última vez que minha esposa tinha sido internada foi há 11 anos, quando nasceu a nossa última filha, afirmou Francisco. (E.C.)





