São Paulo - O corpo esquartejado da costureira Nilza Maria Nunes de Oliveira, 38, foi enterrado ontem no município de Mamonas, no norte do Estado de Minas Gerais. Ela foi encontrada morta no apartamento onde morava, na avenida São João (centro de SP), na última sexta-feira.
Sem ter condições de remover o corpo de Nilza de avião, os familiares tiveram de enfrentar 19h de viagem de carro até Mamonas, cidade de 5.000 habitantes e a 1.400 km de distância de São Paulo.
O marido da costureira, o garçom Hélio Marcos Rocha dos Santos, 36, desapareceu depois do crime e se entregou, ainda na noite de sexta-feira, à Polícia Militar de Limeira (a 151 km de SP), para onde fugiu com a filha de 4 anos. Ele confessou o crime.
Hélio foi transferido para o 77º Distrito Policial (Santa Cecília), onde está preso. A polícia pretende realizar a reconstituição do crime já nesta segunda ou na terça-feira.
O crime
A morte de Nilza aconteceu no último domingo, no apartamento do casal. As partes do corpo só foram encontradas na última sexta-feira, por uma amiga que morava no mesmo local, mas que não havia suspeitado de nada.
O tronco e a cabeça da costureira estavam em uma caixa de isopor, mergulhados em água e sal. Os membros foram divididos em baldes, que estavam escondidos no quarto.
Com frieza, Santos disse à polícia que que o primeiro golpe foi desferido com uma chave inglesa, logo depois de o casal discutir - eles estariam se separando.
Desmaiada e caída no chão, Nilza foi estrangulada e teve as partes do corpo retalhadas por Santos, que usou uma faca de cozinha. O garçom disse que lavou o apartamento para apagar as provas.

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