Dorico da SilvaZuba de Oliva e curiosos observam o feto: delegado tentará chegar à autora do aborto através de endereços encontrados próximo ao lixo onde estava a criança mortaUm feto de cinco a seis meses, do sexo masculino, foi encontrado ontem de manhã no aterro sanitário (Lixão), localizado na estrada do Limoeiro (zona leste). Envolto em uma embalagem plástica, o feto estava junto ao lixo depositado no aterro anteontem à noite.
A catadora de papel Ilma Reis Santiago estava, por volta das 9 horas, revirando um monte de lixo, localizado na parte de baixo do aterro, quando encontrou o saco plástico. ‘‘Eu rasguei para ver o que tinha dentro e assustei quando vi o feto’’, conta.
Ilma Santiago diz que o susto foi tão grande que largou o saco plástico, saiu correndo e avisou os outros catadores. ‘‘Foi a primeira vez que encontrei alguma coisa assim’’, revela. Ela trabalha no Lixão há um ano e meio.
A Polícia Civil e peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local. O chefe do Instituto, Darci Dória de Faria, calcula que o feto, totalmente formado, tenha entre cinco a seis meses. No saco plástico foi encontrado também um absorvente. O feto foi encaminhado ao IML para a realização de exames.
O delegado do 2º distrito policial, Antonio Zuba de Oliva, responsável pelo caso, recolheu correspondências e documentos encontrados próximos ao lixo onde estava o feto. A partir dos endereços dos documentos, o delegado irá tentar chegar ao local onde o feto foi jogado. ‘‘As correspondências mostram endereços, inclusive, de clínicas médicas’’ , revela. Ele preferiu não divulgar os endereços.
Zuba de Oliva diz que está há um ano e seis meses no 2º DP e este é o terceiro caso de feto encontrado no Lixão. Houve investigação nos casos anteriores, mas a procedência dos fetos não foi descoberta. ‘‘Fica difícil descobrir em uma cidade do tamanho de Londrina’’, observa.
Os catadores mais novos ficaram impressionados com a descoberta do feto, mas os mais antigos dizem não estranhar. ‘‘Isso pra mim é comum’’, afirma João dos Santos, que trabalha no Lixão há aproximadamente 20 anos. Ele conta que há oito anos encontrou dois fetos em vidros, que provavelmente vieram de algum hospital. ‘‘Já teve caso também de encontrarmos um pedaço de p钒, lembra.

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