Mulher é suspeita de queimar filha de 5 anos
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Marta Ortega<br> Equipe da Folha 
Londrina - Uma menina de cinco anos teve quase 30% do corpo queimado na noite de sexta-feira, dentro de casa, na Zona Sul de Londrina. A criança, que sofreu queimaduras provocadas por álcool nos membros superiores, face, tórax e coxa, só foi socorrida por volta das 11 horas de sábado, 14 horas depois da agressão, porque um parente chegou na casa e acionou os bombeiros. O Ministério Público vai pedir a prisão da mãe da garota, apontada pela filha como autora do crime.
A criança foi encaminhada ao Pronto Atendimento Infantil (PAI) pelo Siate e em seguida transferida para a Ala de Queimados do Hospital Universitário (HU). Segundo a assessoria do hospital, a menina está consciente, mas seu estado de saúde é grave. Por causa da demora do atendimento, a queimadura de 2º grau estaria evoluindo para o 3º grau, com risco de infecção e sequelas.
O Conselho Tutelar foi acionado pelo hospital. Segundo relato da conselheira Marina Bárbara, a criança teria informado aos socorristas do Siate que a mãe era responsável pelo crime. A irmã da vitima, de três anos, também teria confirmado que a mãe ateou fogo na filha. A mulher nega as acusações mas, de acordo com a conselheira, foi contraditória no depoimento. ''Primeiro ela disse que o álcool caiu sem querer na menina e que ela passou perto do fogo. Depois disse que só viu a menina quando ela já estava queimada''. Conforme apurou a conselheira, a agressão teria acontecido porque a menina estaria brincando com a geladeira.
A Promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina de Paula, foi comunicada do fato e vai pedir a instauração de inquérito para apurar o caso, além de solicitar que um promotor criminal peça a prisão provisória da suspeita. ''É um crime absurdo e a mãe precisa ser afastada das crianças'', afirmou.
Em 2005, a mulher já foi acusada de agredir o filho mais velho com marteladas na mão. O menino, hoje com 9 anos, foi retirado da mãe e está abrigado em uma instituição. As outras filhas, uma menina de três anos e um bebê de três meses, estão com familiares.


