Mulher é roubada dentro de edifício
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quinta-feira, 29 de outubro de 1998
Osmani Costa 
Ele parecia ser um homem muito distinto. Branco, meia altura, bem vestido, aparentava ter uns 40 anos. Eu até pensei que ele fosse o gerente do banco. Esta é a descrição que a aposentada Geni da Silva Mariotto, de 72 anos, faz do homem que a roubou na tarde de ontem, no segundo andar do Edifício Autolon, na Rua Minas Gerais, 194, no centro de Londrina.
Ela conta que foi abordada pelo ladrão perto da agência Ouro Verde do Banestado - no Calçadão, uma quadra acima do Autolon -, onde acabara de sacar os R$ 104,00 que recebe mensalmente pela pensão do ex-marido Valmir Mariotto, que era motorista da Copel e faleceu há 15 anos. Ele chegou com a conversa de que eu tinha direito a receber algumas camisetas e bonés de presente do Banestado, e que por isto deveria voltar à agência. Acreditei nele, e voltamos. Na porta, ele pediu para eu esperar e entrou sozinho. Quando saiu do banco, disse que a entrega dos presentes estava sendo feita no Autolon, explica a viúva, que mora no Jardim Santa Rita 3 (zona oeste).
Pensando em levar os presentes para os netos, ela foi com o homem que dizia ser funcionário do Banestado até o edifício. Chegando lá, eles subiram de elevador até o 2º andar, que está completamente vazio. Nenhuma das 14 salas está alugada, e uma porta com grades impede o acesso ao corredor central. Ele pediu para eu sentar e ficar quieta. Depois pediu para ver o meu dinheiro, alegando que a quantia poderia estar errada, porque teria havido algum desconto errado no caixa do Banestado. Eu confiei nele, e entreguei o dinheiro, afirma Geni Mariotto.
Com o dinheiro na mão, o ladrão disse para ela esperar que iria buscar os presentes e o restante do dinheiro que estava em falta. Ele não falou quanto seria, nem me ameaçou com arma. Só falou para esperar quietinha. Passados alguns minutos, é que percebi que tinha sido roubada. Daí é que fui sentir medo, porque aquele homem poderia ter me matado, me agredido ali sem ninguém ver, diz a aposentada, que esteve na Redação da Folha na tarde de anteontem acompanhada por sua filha Sonia de Lourdes Herculano.
As duas afirmam não ter esperança de recuperar o dinheiro roubado, e nem que a Polícia prenda o ladrão. Não queremos fotos, nem aparecer. Só viemos aqui para denunciar esta situação de insegurança e alertar as pessoas, principalmente as idosas, para que não se deixem enganar por este tipo de golpe, ressalta a filha da aposentada.


