Mulher é presa com 195 gramas de cocaína
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sexta-feira, 03 de abril de 1998
Paulo Ubiratan 
Dorico da SilvaBrinquedo perigosoA apreensão: parte da droga estava dentro de uma bonecaO setor reservado da Polícia Militar, conhecido como P-2, prendeu por tráfico de drogas, na tarde de anteontem, Luiza Aparecida dos Santos, 34 anos. A prisão ocorreu na casa da acusada, localizada na rua Sertanópolis, 307, no jardim Lindóia (zona leste de Londrina). Ela foi levada para a delegacia da Polícia Federal e autuada em flagrante pelo delegado Nilson Souza com 195 gramas de cocaína. A acusada não revelou onde havia adquirido a droga. Na polícia, ela disse que somente falaria em juízo.
Uma parte do tóxico estava escondida na parte interna de uma boneca de plástico e a outra na máquina de lavar roupas, junto a uma balança eletrônica. Após autuada em flagrante, Luiza Aparecida foi levada presa para a ala feminina do 2º Distrito Policial. O crime de tráfico de tóxico é considerado hediondo, obrigando o acusado a permanecer preso até o julgamento, sem direito a nenhum benefício. A ordem de busca e apreensão na casa de Luzia Aparecida foi expedida pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas.
Há mais de dois meses a acusada vinha sendo investigada em virtude das diversas denúncias que a Polícia Militar vinha recebendo. Luzia Aparecida sempre esteve envolvida com o tráfico de drogas, mas nunca havia sido presa. Em 16 de dezembro do ano passado, o irmão de Luiza, Luis Santos, e o companheiro dela, Nivaldo Alves de Mello, foram presos pela Polícia Federal com 28 quilos em Jaguapitã. Os dois disseram que haviam trazido a cocaína de Rondônia.
Segundo a polícia, Luzia, Luis e Nivaldo seriam apenas repassadores de tóxico e estariam ligados a uma quadrilha que comanda o tráfico em Londrina e região. Quando ela foi presa foram encontrados diversos cheques de terceiros, possivelmente passados por viciados. Mas todos que passaram os cheques estão sendo investigados. A polícia não descarta que entre eles estejam alguns dos quadrilheiros.
Recentemente a polícia descobriu em Marília (SP) um consórcio formado por empresários para comprar cocaína. A descoberta teve início com o assassinato de um conhecido empresário daquela cidade. Ele teria entrado no esquema e reclamado que não teria recebido o dinheiro de volta. O empresário acabou assassinado quando fazia cooper.


