Mulher é presa acusada de vender habilitação
Acusada de vender carteiras de habilitação frias, a proprietária do Centro de Formação de Condutores Rio Mafra, em Rio Negro, Região Sul do Estado, Tânia Glassek, foi presa ontem pela delegacia de Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba). A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso. Os acusados de serem cúmplices de Tânia, Maurício de Cristo e Antônio de Lara Cristo também estão com a prisão preventiva decreta. Ambos estão foragidos.
O Detran determinou a suspensão preventiva da auto-escola por 30 dias até que sejam apuradas as irregularidades. Eline Kawa, diretora de Operações do Detran, disse que o centro pode ser fechado. Ela também explicou que o processo não envolvia o Detran, uma vez que os documentos da habilitação nem eram encaminhados para o órgão de trânsito.
Conforme o delegado Mário Sérgio Bradock, que investiga o caso, Tânia teria emitido mais de 400 carteiras falsas aos moradores da região de Rio Branco do Sul. Ela cobrava de R$ 500,00 a R$ 800,00 dos alunos que se matriculavam na auto-escola, que era credenciada no Detran. Só depois avisava que eles não precisariam realizar as aulas, nem os testes obrigatórios pelo Detran.
O agricultor Alail Machado de Jesus, 33 anos, foi um dos que caíram no golpe e registrou queixa na delegacia. Ele contou que foi levado de Van, com outras quatro pessoas, por Maurício de Cristo para fazer a matrícula em Rio Negro, em novembro do ano passado. Cristo teria dito a ele que lá a carteira ficaria pronta em apenas um mês, já que acelerariam as aulas. No entanto, não precisou fazer aulas práticas nem teóricas.
O agricultor só descobriu que a carteira era falsa quando foi até o Detran. As nossas carteiras não constavam no prontuário, contou. Segundo ele, Cristo é filho do vereador de Rio Branco do Sul, Darci Ribeiro, e transportava os eleitores gratuitamente até a auto-escola de Rio Negro durante a campanha eleitoral em troca de votos.
O delegado Bradock informou que as carteiras falsificadas eram escaneadas no computador. A qualidade é péssima. Dá para notar que são falsas. As vítimas são pessoas humildes, por isso não tinham percebido nada, afirmou. Disse que a acusada responderá processo por falsificação de documento público e peculato. A pena varia de 2 a 12 anos de prisão. Além de Jesus, registraram queixa contra Tânia, Lotário Spaer, Odair Spaer e Ênio Costa Gomes.
Pelo Novo Código de Trânsito Brasileiro, os candidatos a tirar carteira de motorista têm que fazer 15 aulas teóricas e 30 práticas nas auto-escolas. Depois disso, o candidato precisa da aprovação nos exames de saúde, psicológico, legislação e prático.





