A dona de casa Maria Rosângela Barbosa, 26 anos, mãe de um bebê de três meses, foi presa anteontem à tarde no Hipermercado Big, zona oeste de Londrina, acusada de furtar um par de tênis e peças de roupa, entre elas algumas para criança. A mulher, presa no 2º Distrito Policial (DP), está amamentando. O delegado titular do 2º DP, José Arnaldo Peron Martins, disse que a criança está sendo levada ao local por familiares para ser amamentada.
Conforme declarações do gerente do Big, Roberto Torrezan, Maria Rosângela foi flagrada tentando colocar a mercadoria dentro de uma bolsa. Ele afirma que a polícia só foi chamada porque o valor da mercadoria furtada está cotada em R$ 100,00. Torrezan disse ainda que os furtos de pouco valor são resolvidos pela própria segurança, que conversa com a pessoa acusada e tenta orientá-la a não reincidir no furto. Segundo o gerente, os furtos são frequentes.
De acordo com o delegado-chefe da Polícia Civil de Londrina, Gilson Garret Algauer, o Código Penal não faz distinção entre furtos de pequeno e grande valor. O processo burocrático mobilizado pelas polícias Militar e Civil é o mesmo utilizado, por exemplo, em um assalto a banco, explica o delegado. Sem contar as viaturas disponibilizadas, continua Algauer, no mínimo dois policiais militares são deslocados até ao local do furto. Um delegado de Polícia Civil, um escrivão e dois investigadores passam a atuar no inquérito, complementa o delegado.
Algauer diz que, apesar de os pequenos furtos tomarem mais tempo e implicarem em mais trabalho para a polícia, não cabe ao delegado decidir se é justo ou não manter presa uma pessoa que cometeu um pequeno delito. ''É a Justiça que vai decidir isso depois de receber o inquérito.'' O delegado informa também que, pela legislação atual, crimes com penas de até um ano são julgados pelo Juizado Especial. A partir do ano que vem, se for mudada a legislação, o mínimo de pena será elevado para dois anos, o que deve facilitar o trabalho da polícia.

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