Mulher é morta com três tiros; autor tem passagem
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sábado, 18 de julho de 1998
Cláudio Osti 
A dona de casa Luciana Duarte Filho, de 23 anos, foi assassinada na noite de sexta-feira, em Londrina, pelo seu companheiro Rubens Mendes de Queiroz. O crime aconteceu na rua Francisco Bernardino Leite, 930, na casa do tio de Luciana, Rubens Gomes da Silva.
Segundo depoimento prestado por Silva, na 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Luciana estava morando na casa dele por estar se desentendendo com o companheiro. Na sexta-feira, contou à polícia, Queiroz foi à casa dele e pediu para falar com Luciana. Com o consentimento dela os dois foram para a cozinha. A conversa durou pouco mais de cinco minutos. Queiroz disparou três tiros contra Luciana que morreu na hora. Silva disse que tentou impedir a fuga de Queiroz mas afirma que foi ameaçado de morte por ele.
Ontem de manhã, no Instituto Médico Legal, uma parente de Luciana, que pediu para não ser identificada, disse que Rubens Mendes de Queiroz era viciado em maconha e crack, motivo pelo qual a dona de casa havia se separado dele. Luciana tinha um filho de um ano e meio.
Rubens Mendes de Queiroz já é conhecido da polícia de Londrina. Na noite de 12 de julho de 96, ele e o irmão Joel Mendes de Queiroz, estavam em uma lanchonete na Vila Siam acompanhados de uma moça. Foi quando chegou o estudante Cristian César Moretto, de 18 anos que cumprimentou a acompanhante deles. Os dois irmãos, que disseram à polícia ter interpretado o cumprimento como uma cantada, sacam duas armas e disparam contra Cristian e dois amigos que estavam com ele. Os irmãos Queiroz fogem em seguida.
Cristian foi internado no Hospital Evangélico e morreu nove meses depois em decorrência do tiro que recebera na confusão. Dois anos depois do crime, os irmãos Queiroz, apesar de todos os depoimentos das testemunhas incriminando-os, ainda estão soltos, sem qualquer punição. Quem sabe agora a Justiça não toma alguma providência, cobrou ontem Nadir Medeiros, mãe de Cristian.


