Mulher é encontrada morta em canavial
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sexta-feira, 18 de junho de 2004
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
O 81º homicídio deste ano em Londrina foi registrado na manhã de ontem. O corpo de uma mulher, ainda não identificada, foi encontrado em um canavial localizado na Chácara Santa Rosa, ao lado da Rodovia Carlos João Strass, próximo ao Distrito de Warta (Zona Norte). É o sexto assassinato em menos de uma semana. Segundo o aspirante Diogo, da Polícia Militar, um tratorista que passava pelo local avistou o corpo por volta das 8 horas.
O perito do Instituto de Criminalística, José Carlos Miranda, constatou que a mulher foi espancada e esfaqueada, já que havia cortes no pescoço e perfurações na região cervical. O maxilar também estava fraturado e faltavam alguns dentes. Miranda estimou que o crime ocorreu durante a madrugada. De acordo com a perícia, há indícios de que a mulher tenha entrado em luta corporal com o agressor (ou agressores), já que ela estava suja de terra. Mirando afirmou que a vítima deve ter sido assassinada a uns dois metros do local onde o corpo foi encontrado e arrastada em seguida.
A mulher, de cor branca e cabelos longos, aparentava ter entre 25 e 30 anos. Ela trajava calça corsário, blusa de tricô, sapatos de salto alto preto e um cinto azul. O delegado de plantão da 10 Subdivisão Policial (SDP), Manoel Pelisson, disse que o relatório será encaminhado aos investigadores do 5º Distrito Policial (DP), responsável por aquela região.
Facadas Desaparecido há nove dias, policiais encontraram, no início da noite de anteontem, o corpo de Edson Joel Ribeiro, 34 anos. O corpo estava no Ribeirão Quati, nos fundos do Conjunto Mister Thomas (Zona Leste). Segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML), Ribeiro foi assassinado com 26 facadas.
A mãe de Ribeiro, Tereza Alves, 54 anos, informou que o filho era deficiente auditivo e trabalhava há três meses como lixador de carros em uma oficina mecânica. ''No dia 9 de junho ele saiu pela manhã, voltou para casa às 13 horas para almoçar e saiu novamente dizendo que iria trabalhar'', contou. Porém, Tereza foi informada que, naquele dia, ele não foi trabalhar. Ela comentou que o Ribeiro era uma pessoa tranquila e não estava sendo ameaçado. A mãe acrescentou que ele era usuário de maconha.


