Ele não torceu o nariz mas até para o comandante do Pelotão de Cavalaria de Londrina, tenente Alexandre Clotário Colaço, dirigir policiais femininas acabou também sendo um desafio. Hoje, no entanto, ele comemora o bom desempenho das mulheres e elogia o jeito próprio de atuar delas.
Colaço aponta que trabalhar na Polícia Montada não exige apenas força física e coragem. Além do pulso firme, o cavaleiro ou amazona também precisa ter controle emocional para transmitir segurança ao animal. ''A idéia é atuar como se cavalo e homem fossem um só, como um Centauro (ente mitológico que tem rosto, torso e braços de homem, e garupa e pernas de cavalo)'', argumenta o comandante. Por isso, o treinamento exige o máximo do policial, para que na rua os riscos de acidentes sejam minimizados.
Mesmo assim, o tenente revela que está surpreso: ''O policiamento montado é de extrema dificuldade e elas estão se saindo muito bem''. Segundo Colaço, as mulheres são mais detalhistas e cuidadosas e tratam dos cavalo com mais refinamento.
O comandante lembra, entretanto, que o Policiamento Montado no Brasil tem um longo caminho a percorrer até se equiparar à realidade de países europeus, por exemplo, onde policiais montados fazem até patrulhamento de trânsito. No Paraná, além do Pelotão de Londrina, há o Regimento de Polícia Montada em Curitiba - que conta com 30 policiais femininas - e pelotões em Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. (L.A.)

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