Mulher é atropelada. Atendimento demora
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quarta-feira, 23 de julho de 1997
Luka Morais Londrina 
A dona-de-casa Rosa Ferreira Luiz, 51 anos, moradora na rua Caboclinho, conjunto Violin (zona norte), foi atropelada por uma bicicleta ontem por volta das 19 horas, na rua Guaraúna. Atendida pela equipe do Siate, ela foi levada para o hospital Anísio Figueiredo (zona norte), onde através de radiografia foi constatada fratura de crânio. Os médicos disseram que ela tinha que ser levada para um hospital com mais recursos, contou a filha de Rosa, Adelina Assumpção de Souza.
Ela estava inconformada com a dificuldade para conseguir o atendimento para sua mãe, que necessitava de uma avaliação neurológica.
O pessoal do hospital estava tentando isso desde ontem, contou Adelina. Segundo Adelina, não havia vaga em UTIs nos hospitais da Cidade. Esse tipo de problema a gente sabe que acontece em São Paulo, em cidades maiores. Não imaginava que aqui a situação é a mesma, comentou.
Só depois de 12 horas de espera, foi possível encaminhar dona Rosa ao hospital Evangélico. Segundo informou uma enfermeira do hospital da Zona Norte, Maura Veronesi, a paciente precisava de uma avaliação neurológica, que é feita somente em hospitais com mais recursos. Recebemos a paciente com traumatismo craniano e ficamos tentando uma vaga para ele nos outros hospitais, disse.
Conforme enfatizou a enfermeira, não há vagas para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) nos hospitais.
Ela disse que o neurologista é quem vai determinar os procedimentos a serem seguidos no caso de Rosa Luiz. A paciente, que chegou a apresentar vômito durante a noite, apresentou pela manhã um quadro mais estável.


