A pausa de 10 dias sem registro de homicídio em Londrina foi interrompida na noite de anteontem. Luciene Meire de Oliveira, de 31 anos, foi encontrada morta no interior da casa onde vivia no Jardim Maracanã (Zona Oeste de Londrina). Ela foi atingida por um tiro no pescoço. Para a Polícia Civil, o principal suspeito pelo crime é o companheiro da vítima, cujo apelido seria ''Daio''. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de assassinatos em Londrina foi reduzido quase à metade neste ano.
Conforme o delegado de plantão na 10 Subdivisão Policial, Airton Simplício, o companheiro tornou-se o principal suspeito porque meia hora antes do crime a Polícia Militar havia estado na casa em virtude de uma discussão do casal. Porém, ao perceber a aproximação dos policiais, o rapaz teria fugido. Logo após a saída da polícia, houve novo chamado dando conta do homicídio. Os dois moravam juntos há cerca de um ano.
De acordo com Simplício, a vítima era usuária de drogas. Nos fundos da casa, a polícia descobriu uma porta que, segundo o delegado, servia para dar fuga aos moradores caso o imóvel fosse invadido repentinamente.
A família de Luciene não quis falar sobre o relacionamento do casal. Sem se identificar, um parente contou que ela não vivia com os pais desde os 13 anos. Também via esporadicamente os familiares. Ela era mãe de quatro filhos mas nenhum fruto do relacionamento com o atual companheiro.
O delegado-operacional da 10 Subdvisão responsável pelas investigações de homicídios, Márcio Vinícius Amaro, apontou que ''Daio'' não estaria vivendo com Luciene. Ele afirmou que trabalha agora na identificação do suspeito.
O assassinato da jovem, o 23º terceiro do ano, encerrou uma sequência de 10 dias sem registro de crime de morte. Se comparado com o mesmo período do ano passado, o número de homicídios neste ano diminuiu sensivelmente. Apenas em janeiro de 2003, 22 pessoas foram assassinadas. Em 26 de fevereiro do mesmo ano, os crimes contra a vida já haviam chegado a 40. Em todo o ano passado, foram registradas 193 assassinatos.
O delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, avaliou que os homicídios diminuiram por causa da criação de uma equipe específica para apurar esse tipo de crime e da divulgação das prisões dos culpados por parte da imprensa. Ele também apontou que a população está contribuindo mais com o trabalho da polícia. ''A participação da comunidade hoje está muito maior do que há um ano. Em todos os casos, sempre existe uma informação que gera esclarecimento'', comemorou.

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