Mulher é assassinada com três tiros
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segunda-feira, 01 de fevereiro de 1999
Nelson Sato 
Paulo WolfgangTestemunhaA empregada Maria Salete Silva: o casal discutia na varanda Um homicídio chocou a população de Jataizinho (21 quilômetros a leste de Londrina) no último final de semana. O crime aconteceu na tarde de sábado, quando Maria Salete de Moura Lima, 46 anos, foi morta com três tiros. O principal acusado é o marido, o administrador da fazenda José Teixeira Lima Filho, 52 anos. Ele está foragido.
O crime aconteceu na sede da fazenda Santa Terezinha, onde morava o casal e que fica a três quilômetros da cidade. No momento do crime, Teixeira portava um revólver calibre 38 e uma carabina. Um exame de perícia será realizado hoje para saber de qual arma saíram os tiros. Salete foi baleada no braço direito, na região do abdômen e no lado direito do pescoço.
Arquivo pessoalEla era filha do ex-deputado estadual e ex-prefeito da cidade de Assaí (36 km a leste de Londrina), Severino Félix Pessoa. O assassinato pôs um fim trágico a um casamento de 26 anos. O enterro foi realizado ontem, na cidade de Assaí, onde mora Severino e a filha do casal, Flávia Lima, 24 anos.
Os outros dois filhos, Alexandre, 21 anos, e Fabiana, 21 anos, estão no Japão. As duas únicas pessoas que estavam por perto quando aconteceu o assassinato são o neto do casal, José Guilherme, de 7 anos, e a empregada, Maria Salete Silva, que trabalha na casa há 4 anos.
Segundo a empregada, José Teixeira e Salete conversavam na varanda da casa quando o marido jurou de morte a mulher e o irmão dela, Ivan Félix Pessoa, com quem Teixeira dividia a administração da fazenda. Em seguida, ele desceu até o carro e voltou armado com um revólver e uma carabina. Assustada com o que via, a empregada puxou o menino e saiu de casa debaixo de chuva em direção ao portão para pedir socorro.
Ao ouvir disparos, Maria começou a gritar, e acabou perdendo momentaneamente os sentidos. Quando voltei à casa, vi a dona Salete morta e o seu José telefonando. Ele me viu, não disse nada e saiu em seguida, contou ela. Nesse momento, Teixeira teria ligado para a filha Flávia para confessar o crime e avisar que iria fugir. De acordo com o investigador da Polícia Civil de Jataizinho, Paulo Dias da Silva, Teixeira teria avisado do crime também um vigia do Banco do Brasil, José Correia.
Ontem, durante o velório na cidade de Assaí, o pai da vítima dizia que não havia razão para o crime. Foi um ato de covardia, repetia o ex-deputado Severino Félix. Eu até aceitaria se fosse um ato de loucura como esses casos que acontecem por aí, quando pessoas matam e depois se matam. Mas o José estava lúcido, tanto que teve calma para sair dirigindo e ainda telefonar para avisar do crime. Até o fechamento da edição, a Polícia não tinha pistas do acusado.


