A Polícia de Cascavel apresentou ontem três acusados de envolvimento na morte do comerciante Luiz Miguel Ely Albrecht, 32 anos, no dia 23 de março. Entre os acusados, que tiveram prisão decretada pela Justiça, está a viúva do comerciante, Cacilda Aparecida Tomacheski Albrecht, 32 anos, dois filhos, apontada como mandante. Os outros dois são o executor e o intermediário, e o caso envolve mais um homem, que afirma ter tido relações com Cacilda e que sabia que ela estava preparando a morte do marido.
O acusado de ser o executor é Valdevino Simões de Souza, o ‘‘Pixote’’, e o intermediário Armando Mendes da Silva, o ‘‘Mestre Capu’’, ambos professores de capoeira. O outro envolvido é o vendedor Izo Martins Júnior. Albrecht, dono de uma loja de colchões, foi morto com três tiros de revólver após ser atraído para uma cilada por ‘‘Pixote’’, que se fez passar por comprador de colchão. Ele pediu que Albrecht entregasse o produto em sua casa, dizendo que esperaria algumas quadras antes para mostrar o caminho.
Mas quando entrou no carro do comerciante, ‘‘Pixote’’ disse que havia sido contratado para matá-lo, a mando de Cacilda, por R$ 3,7 mil, que não chegaram a ser pagos. A Polícia trabalhava com a hipótese de latrocínio, mas concluiu pelo crime passional no último sábado, quando foi preso um assaltante que tinha em seu poder um revólver roubado de Albrecht no início do ano.
As raias do cano da arma conferiam com estrias dos projéteis que atingiram o comerciante e que haviam sido enviados para perícia. No interrogatório, a Polícia descobriu que a arma havia sido repassada por ‘‘Pixote’’ ao assaltante. Cacilda teria roubado o revólver do marido, mas ela nega o roubo e qualquer outro envolvimento. A mulher afirma que era apenas amiga de Izo Martins Júnior, que nega e diz ter ouvido a mulher comentar que mandaria matar o marido.Edson MazzettoAcusados da morte de comerciante, ao lado de superintendente da 15ª SDPPaulo Pegoraro

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