Maringá - A desempregada D.M., 27 anos, foi presa ontem por mandado judicial acusada de drogar e prostituir a própria filha de oito anos de idade. O caso foi denunciado à Polícia pelo pai da criança que tenta na Justiça a guarda da filha. Exames do Instituto Médico Legal (IML) não constataram níveis de droga no organismo e nem o rompimento do hímen da criança, mas não descartaram a possível ocorrência de violência anal.
Segundo a Delegacia da Mulher, a mãe seria usuária de drogas e teria vivido por dois anos com um traficante em São Paulo. Após o assassinato do traficante, no ano passado, voltou para Maringá, onde viveu por um tempo com parentes e depois se mudou para um apartamento no centro da cidade que dividia com prostitutas.
Os policiais ficaram impressionados com a riqueza de detalhes descritas pela própria criança sobre relações sexuais e o consumo de cocaína, maconha e crack. No apartamento da desempregada a polícia encontrou três papelotes de cocaína. Uma prostituta que vive junto com D.M. confessou ser a dona da droga. A mãe foi indiciada por tráfico e corrupção de menores, mas o caso continua sendo investigado pela polícia.
Na região de Colorado (85 km de Maringá), o registro de cinco casos nos últimos 12 meses sobre abuso sexual contra crianças tem chamado a atenção da Polícia Civil. O delegado José Luís Moron, responsável por seis municípios daquela região, disse que os casos envolvem crianças menores de 10 anos abusadas por parentes.
Um dos inquéritos investiga o abuso contra uma menina de 10 anos, grávida de cinco meses. O principal suspeito é o padrasto. Moron disse que está impressionado com o número e o teor das ocorrências. ''O dano para estas crianças é irreparável'', afirmou Moron. Conforme o delegado, a polícia conseguiu descobrir os casos sempre por meio de denúncias. ''Por isso é fundamental que qualquer situação seja denunciada para a polícia, porque a partir daí conseguimos evitar um mal maior'', disse Moron.
Segundo o delegado, em três dos cinco casos os autores dos abusos estão presos. Nos outros dois o inquérito está em andamento e pode resultar em pedido de prisão preventiva dos responsáveis pelos crimes. ''A partir da denúncia, a polícia consegue algum resultado inclusive com a intervenção do próprio Judiciário'', afirmou Moron.

mockup