Mulher denuncia padre por pedofilia
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terça-feira, 26 de novembro de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Nova Cantu - O delegado de Ubiratã (96 km a oeste de Campo Mourão), Joaquim Antônio Figueira, abriu inquérito para apurar uma denúncia de pedofilia contra o padre de Nova Cantu (120 km ao sul de Campo Mourão), João Batista Rodrigues. Até ontem à tarde 11 pessoas, incluindo quatro crianças, já tinham prestado depoimento.
A denúncia de atentado violento ao pudor foi feita por uma mulher e por um filho dela, de 11 anos, no Ministério Público de Campina da Lagoa. Os nomes dos envolvidos estão sendo mantidos em sigilo. Os dois prestaram depoimento à promotora Vilma Leiko Kato, que pediu a abertura de inquérito policial para apurar o caso.
O delegado de Ubiratã (a comarca de Campina da Lagoa, da qual Nova Cantu faz parte, está sem delegado de carreira), disse ontem que estava com uma equipe na cidade em busca de novas testemunhas. Das 11 pessoas que já falaram à polícia, apenas uma confirmou a denúncia. O depoimento do padre deverá marcado ainda hoje.
''Por enquanto temos evidências, mas faltam provas'', explicou o delegado Figueira. De acordo com os depoimentos, o menino teria ido à casa paroquial, no centro de Nova Cantu, no dia 7 deste mês, quando o padre o colocou no colo e fez carícias íntimas. Não houve relacionamento sexual. O fato teria acontecido somente uma vez.
Além do menino, que diz ser vítima do padre, o delegado ouviu outras três crianças que atuam como coroinhas da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Nova Cantu. Nenhuma delas fez acusações ao pároco. Figueira também pediu a realização de exames médicos no menino.
A Folha tentou falar diversas vezes, ontem, com o padre João Batista, mas o ele não estava na casa paroquial. O bispo de Campo Mourão, dom Mauro Aparecido dos Santos, estava de folga e também não foi localizado. Ao delegado, o bispo pediu que os fatos fossem apurados e a lei cumprida.


