Cambé A Polícia Civil de Cambé (13 km a oeste de Londrina) prendeu ontem, em caráter temporário, a esposa e os cunhados do empresário curitibano Everson Luiz Hrecay, 39 anos. O empresário foi executado na madrugada do dia 27 de fevereiro com dois tiros na cabeça, na casa dos parentes. As circunstâncias do crime é que levaram a polícia a pedir a prisão dos três.
Hrecay foi morto na casa do irmão da esposa, Ruberval Ruthes, e sua companheira Rosângela Degeniski. Ele foi baleado na cama e levou dois tiros na cabeça. Segundo o delegado Valdir Abrahão, o cunhado era sócio do empresário em uma firma que fornecia equipamentos e produtos para borracharias.
O crime teve características de execução, já que nada foi roubado da casa. Outro detalhe que chamou atenção da polícia foi a ausência de arrombamento. ''Pelas circunstâncias é inquestionável que o crime foi arquitetado pela família'', afirma Abrahão. Segundo o delegado, a vítima e a esposa estariam passando por uma crise.
A polícia aguarda o resultado do exame residuográfico, que pode apontar a presença de pólvora nas mãos dos suspeitos. Contudo, o delegado não acredita que os tiros tenham sido deflagrados pelo casal. ''Acredito que eles facilitaram a entrada para uma terceira pessoa já que vizinhos viram alguém sair correndo da casa após os tiros'', disse.
Segundo o delegado o pedido de prisão temporária foi requisitado para que os suspeitos não interferissem nas investigações. O casal e a esposa da vítima, Sônia Maria Ruthes, foram presos ontem à noite em um hotel de Cambé.
Os três já haviam sido ouvidos anteontem pelo delegado. ''Depois disso incluí também a esposa no pedido. Achei muito estranho que ela não tenha procurado uma única vez a polícia para ver a quantas andava a investigação mesmo estando na cidade'', disse.
Os três negam qualquer participação no crime. O advogado dos suspeitos, José Augusto Rodrigues Formigone, entrou ontem com pedido de relaxamento da prisão. ''Meus clientes não têm qualquer relação com essa monstruosidade'', afirmou.

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