Mulher cultivava pés de maconha
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quinta-feira, 24 de julho de 1997
Edna Mendes Guarapuava 
A Polícia Militar de Guarapuava prendeu anteontem à noite, no Jardim das Américas, a catadora de papel Rosa Soares de Brito, 57 anos. Ela cultivava 20 pés de maconha no quintal da casa. A PM chegou até Rosa depois de uma denúncia anônima. Ela está presa na 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava.
Rosa disse que não sabia que as mudas eram de maconha e que elas foram deixadas em sua casa por um amigo de seus filhos, conhecido apenas como Nano. Ele deixou as mudas e me pediu para cuidar delas. Eu achei que fossem flores, conta.
Ela disse também que as mudas estavam em seu poder há 15 dias e que ela não sabe o nome completo do rapaz e nem onde ele mora. Ele pediu para que eu cuidasse das mudas até ele voltar de Santa Catarina, quando pegaria de volta, argumentou.
O delegado da 14ª SDP, Darci Bianchini, disse que no depoimento a mulher demonstrou não conhecer a planta. Pode ser que ela realmente não soubesse que as mudas fossem de maconha. Talvez ela tenha sido usada com mula, até porque as plantas estavam em vasos em um lugar bem visível no quintal, disse.
A polícia não tem pistas de quem seja Nano. Rosa não tem passagens pela polícia. Quando foi presa, a catadora de papel levou junto o neto de 3 anos que mora com ela. O Conselho Tutelar do Menor e do Adolescente esteve ontem na delegacia para apanhar a criança.
Assassinato O corpo de uma mulher aparentando 30 anos, com 63 quilos e 1,68 metros de altura, morta com três tiros, foi encontrado no início da semana na BR-277, próximo a Cantagalo (80 km a oeste de Guarapuava). O corpo se encontra no Instituto Médico-Legal de Guarapuava aguardando reconhecimento.
A mulher tem aparelho ortodôntico na arcada dentária superior e silicone nos seios e ainda uma cicatriz de cesariana. Ela vestia calça verde musgo e blusa marron, ambas de grife e usava um anel de ouro. Ela parece ser uma pessoa de classe média alta. Os cabelos e os dentes são bem cuidados e ainda fez cirurgia plástica, observou uma funcionária do IML.
O IML recebeu um telefonema do Conselho Tutelar do Menor e do Adolescente de Francisco Beltrão, onde uma mulher reclamava o desaparecimento de sua filha com características semelhantes as do corpo encontrado. A Folha entrou em contato com o conselho e um funcionário informou que o corpo não seria o da moça de Francisco Beltrão porque ela não teve filhos e nem teria feito cirurgia plástica nos seios.


