Mulher confessa que mandou matar marido
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sexta-feira, 07 de outubro de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
A equipe de homicídios da 10 Subdivisão Policial (10 SDP) prendeu ontem de manhã, no Jardim Ana Elisa, em Cambé (13 quilômetros a Oeste de Londrina), Isabel Cristina Lopes, 28 anos, que teria contratado um menor para matar o marido, com o objetivo de receber o dinheiro de um seguro de vida no valor de R$ 40 mil. O agente de disciplina da Casa de Custódia de Londrina Claudinei Briviglieri, 35 anos, foi morto a tiros no dia 26 de janeiro deste ano, em frente à residência do casal, no Residencial Quadra Norte (Zona Norte).
Isabel confessou ao delegado Joaquim Antonio de Melo, responsável pela investigação, que contratou Cristiano Silvério Narcizo hoje com 18 anos e preso há cerca de dois meses na Casa de Custódia por roubo no Conjunto José Belinati (Zona Norte). Ela afirmou que pagou R$ 3 mil pelo 'serviço'. Narcizo disse que recebeu R$ 5 mil, divididos em três parcelas: R$ 500,00 antes do crime; 1,5 mil no dia seguinte e R$ 3 mil depois que Isabel recebeu o dinheiro do seguro. Melo disse não ter dúvidas que a motivação do crime foi o dinheiro do seguro.
O delegado explicou ainda que até dois meses depois do crime, a suspeita era que o mandante do crime fosse alguém de fora da cidade. Isabel afirmou, na época, que o marido vinha recebendo ameaças por telefone há vários dias, mas que ele não tomou providências por acreditar que se tratava de um trote.
O rumo das investigações mudou quando a polícia passou a desconfiar de algumas atitudes de Isabel. ''Pedimos a quebra de sigilio telefônico e depois requisitamos também escuta telefônica. Foi quando surgiram informações que evidenciam a sua participação no crime. Conseguimos reunir provas suficientes para que o juiz emitisse o mandado de prisão temporária.''
Agora a polícia terá 30 dias para reunir mais provas e, após este período poderá ser decretada a prisão preventiva de Isabel. Se condenada, pode pegar uma pena de 12 a 30 anos por homicídio qualificado mediante pagamento.
Além dos R$ 40 mil que a ex-mulher de Briviglieri recebeu, a polícia investiga um outro seguro de aproximadamente R$ 100 mil. ''Vamos fazer contato com as seguradoras, e se realmente tiver, vamos bloqueá-lo'', disse o delegado. Após a morte do marido, Isabel comprou uma central de mototaxi e um automóvel Vectra, mas afirmou à polícia que ''já perdeu tudo''.
Briviglieri foi morto por volta das 7 horas, quando retornava do serviço. Narcizo contou à polícia que ficou esperando a vítima em um terreno vazio ao lado do residencial e, quando ele chegou, disparou os tiros. O agente morreu no local.


