Curitiba - O corpo do menino Paulo Henrique Arruda da Rocha, de 11 anos, foi encontrado enterrado na tarde de anteontem ao lado de uma escada no quintal da casa da ex-madrasta Vera Aparecida de Jesus, que foi presa e ontem ainda transferida para a cadeia feminina da Delegacia de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a delegada Márcia Tavares, titular do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), o menino teria sido visto pela última vez num colégio do bairro Uberaba, periferia de Curitiba. Os colegas da escola informaram que ele teria saído na companhia de uma mulher. ''Foi aí que resolvemos levar fotos dele para que as crianças reconhecessem as pessoas suspeitas. Eles apontaram a ex-madrasta como a responsável pelo desaparecimento'', contou a delegada.
Paulo Henrique estava sendo esperado pelo pai, no final da tarde de segunda-feira, para irem juntos à festa de aniversário da avó. A ex-madrasta teria dito para ele que os dois fariam uma surpresa para a senhora. A idéia inicial seria sequestrar o menino para forçar o ex-companheiro Tiago Poleto Rocha a pagar uma dívida que teria com ela, cujo valor não foi revelado para a polícia. ''Ela disse que não queria matar o menino. Ela queria forçar o pai dele a voltar para casa. Mas os dois já tinham divergências e o garoto era apontado por ela como o pivô da separação'', pontuou.
Vera Aparecida de Jesus tinha se separado de Rocha há três semanas. No domingo, os dois teriam ido ao cinema juntos e ela teria pedido para reatar o relacionamento. Ele teria recusado. Em casa com o menino, a ex-madrasta acabou ficando nervosa com a insistência do garoto em querer ver o pai e teria dado uma facada no pescoço dele. O corpo, segundo ela, foi enterrado sem o auxílio de ninguém. ''Ela mesma confessou o crime e levou a polícia até o local onde o corpo do menino estava enterrado. Além de ter sido reconhecida por colegas de Tiago, ela não tinha álibe. Mesmo que não confessasse, iríamos desconfiar dela e vistoriar a casa'', complementou a delegada.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública, o filho adolescente de Vera Aparecida teria assistido o crime. O inquérito vai agora para a Delegacia de Almirante Tamandaré, que tem 15 dias para concluir e enviar ao Ministério Público (MP) estadual.

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